terça-feira, 12 de dezembro de 2017

#5 - Se há coisa que eu amo...

É escrever!
Gosto mesmo muito, mesmo não tendo lá grande jeito... Desde miúda que o faço. A minha mãe, que tem apenas a 4.ª Classe, sempre me incentivou a escrever e a ler muito. E também ela o faz!!! Ofereceu-me, ao longo dos anos, vários diários que eu fui enchendo de palavras soltas e que fui guardando com muito carinho. Ás vezes vou até ao sótão e ao lê-los ainda me entretenho entre risos, recordações e saudades... Depois passei a ter cadernos, simples e grandes, cadernos escolares de argolas, onde eu simplesmente anotava coisas, pensamentos, vivências, sentimentos e todo o tipo de recordações que eram no fundo nada mais do que diários, disfarçados de cadernos... 
Um dia, ao comentar com uma amiga, o quanto eu escrevia surgiu por parte dela a ideia da criação de um blogue. E, embora nunca tenha deixado de parte os cadernos, as folhas soltas e agora até o telemóvel, assim nasceu este blogue. Atualmente não escrevo tanto como queria por aqui... Mas, o gosto pela escrita não morre nunca. Podem calar-me, mas não impedir-me de escrever!
Há uns meses, aventurei-me na  escrita de "um livro"... Vai andando bem esse projecto... Mas, nunca terei coragem para o divulgar, muito menos de edita-lo. Contudo estou a gostar muito de o escrever!!!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Fragmentos de uma "Carta aberta ao amor"...


Desculpa...
Já nem sei se posso escrever sobre ti… e não há como escrever sobre nós… Pois, na realidade, nunca houve um “nós”! Só eu e tu... Eu sei que da última vez que disse “adeus” o mesmo não aconteceu. Mas, eu receio, que seja desta vez. Tenho tanto medo… Adeus é a palavra mais ambígua que conheço. Por um lado, sei que se a digo te afasto, por outro acredito que te entrego Àquele que nos unirá para sempre: A Deus!
Nestes muitos anos, em que tive a sorte, de partilhar algum do meu tempo contigo, muito se passou... Um desassossego de emoções! Uma imensidão de dias e noites repletos de intensas partilhas, conversas, gestos, sorrisos, mimos e – quero tanto acreditar! – amor… E este último ano até tinha sido "tão doce". O último verão tão quente… Hoje sinto, mais do que nunca, que por minha culpa tudo isto não devia ter acontecido assim. Se calhar, o fim desta pista de obstáculos, desta louca e terna viagem na mais linda montanha russa da minha vida, chegou mesmo ao seu ponto de chegada: o fim!!!
Mas, eu não fico triste e, sobretudo, não me canso de agradecer ao céu a bênção que foi “ter-te” na minha vida! Tu vieste até mim, depois de eu ter jurado que não voltaria a gostar de ninguém. Mas, após anos em que só te dei motivos para fugires, tu insististe e persististe e, sobretudo, resististe ao meu mau feitio. E eu, que não queria conhecer-te? Hoje sei (e sinto) que ganhei tanto… A vida permitiu-me isto: ser sempre feliz quando tu estavas!
Tu, foste chegando de mansinho e fizeste-me sentir especial, deste-me atenção, foste sendo o melhor colega, amigo e tudo mais… como se eu fosse importante. E eu sentia-me importante… Tu entraste devagarinho e mesmo sendo eu inflexível, soubeste como arrancar os cardos à volta do meu coração, demolir muralhas, domar emoções, alterar conceções e pré-conceitos... Conseguiste chegar até mim, como nenhum outro alguém alguma vez chegou! Conhecer-me, desnudar-me, mimar-me e ludibriar-me de um modo tal que, quando percebi, já não havia como parar esta correria desenfreada...
Eu nunca quis que houvesse um “tu” na minha vida tanto como quero hoje! Um “tu” que me conquistou e que hoje já decifra silêncios, compreende gestos, intui emoções e vê para além daquilo que eu mostro ser... Alguém que antevê as minhas reações, os meus dramas, os meus medos... Alguém que quando ri comigo torna o meu mundo tolo... Alguém sempre presente e pronto para me ajudar a secar as lágrimas... Alguém que num abraço apertado me aprisionava e libertava em simultâneo e me fazia acreditar que ainda poderia existir tanto mais para partilhar… Juntos, eu comprovei que a rotação do mundo parava, mesmo quando o relógio voava!
Raras vezes te enfureceste comigo, mesmo quando eu cegamente prometia chegar a horas e me atrasava… vezes sem conta. O tempo passou, as tempestades surgiram, as bombas rebentaram… uma, outra e agora mais uma… e tu? Simplesmente… ias ficando. Sempre. A tua discrição e a tua calma... Ah! A tua infinda paciência comigo, para os meus atrasos, stresses e tudo mais... Creio que não volto a encontrar.
Mesmo por entre inúmeras distâncias e circunstâncias sempre me soube muito bem estar contigo. Aliás, és das pouquíssimas pessoas da minha vida, com quem eu sempre me senti bem, por quem o coração se desassossega horas antes do encontro e de quem já sinto falta momentos antes da despedida… Das raras pessoas que me lava a alma! Contigo sempre fui eu própria. Fui eu, tantas e tantas vezes, sem pensar… sem ter que fazer algo para agradar, surpreender, conquistar... Fui eu sem preconceitos, sem filtro, sem máscaras ou pinturas e tantas vezes sem tantas outras coisas... Eu a nu!
Uma ou outra vez, pensei que podia ser só contigo! Que acontecesse o que acontecesse, no fim existia uma espécie de "refúgio": Tu. Pensei que a minha história estava, de facto, escrita a letras douradas no mais puro e branco papiro… Acreditei que as histórias de príncipes e princesas podiam ser reais… Sonhei que os sonhos se tornam realidade uma vez vividos… Mas, não é possível!
Contudo, haja o que houver, e mesmo que este mundo não chegue, há uma verdade que aqui ficará registada para sempre: Gosto de ti. Gosto muito mais do que queria e gosto sem conseguir quantificar ou medir. Não muito nem pouco. Gosto apenas com as forças reais que tenho e sem artifícios que engrandeçam este gostar. Gosto de uma forma que eu não conhecia. Gosto sem saber definir o porquê. Gosto ao ponto de me doer de tanto gostar. Gosto de ti. Não sei porquê. Mas, o eu gostar de ti é tão certo como o respirar... Não estava habituada a gostar assim... No entanto, se não sufocar nesta carência, acredita que isto é e será sempre das melhores coisas que tive. Eu e Tu!
E, no fim, haja o que houver, não me esquecerei de ti… Não te agradeço a presença e tudo mais, porque as pessoas que nos são dadas para a vida, não se agradecem, engrandecem-se! Não me esquecerei pois estiveste tanto tempo na minha vida, que receio não ter um outro tempo tão longo... Não ficarás comigo, mas ficarás para sempre em mim por tudo o que me fizeste ser, sentir e viver... Nunca te vou crer mal!

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Agora sabia mesmo bem #15

Dormir que nem o meu gato... que dorme dia e noite, levanta-se apenas para beber água, comer e esticar-se... Depois volta a dormir! Preciso mesmo muito de dormir...


Apaixonada por presépios #14

Quando vais a uma loja para comprar um presépio e não te importavas de comprar todos!!!





Qual será que veio comigo?