quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Aos respectivos destinatários…

Há algumas pessoas que se destacam para nós na multidão! E não há argumento capaz de nos fazer entender exactamente como isso acontece. Muitas vezes tentamos explicar, em vão, a exacta medida do nosso bem-querer, a doçura de que é feito o olhar que lhes dirigimos, os gestos de que somos capazes para ajudá-las a despertar um sorriso...
Não importa quando as encontramos no nosso caminho. Tenha sido, em que momento for, parece que estão na nossa vida desde sempre e que, de uma forma ou de outra, mesmo depois desta permanecerão connosco para sempre.
É tão bonito poder compartilhar o mais banal dos dias com elas, que quase que nos surpreende lembrar que houve um tempo em que ainda não estavam ao nosso lado…
É possível que tenhamos sentido saudade antes de (re)encontrá-las, pois estão tão confortáveis no nosso coração que a sua ausência, de alguma forma, deve-se ter mostrado sempre presente.
E, o que sentimos por essas pessoas vibra para além dos papéis, das afinidades, das conversas várias, dos muitos ou poucos contactos, da distância, do tempo ou de tudo mais que aparentemente nos afaste. O que sentimos transcende a forma. Remete à essência. Toca o que não se vê, o que não passa, o que é valioso demais… Por elas sentimo-nos capazes das mais inéditas e heróicas façanhas! Se estão felizes, é como se a festa fosse nossa. Se estão em perigo, a luta é nossa também.
Essas pessoas – verdadeiras – ambos sabemos quem são e elas sabem quem somos! E existe muito à vontade por não haver enganos nem ilusões entre nós. Com elas somos sempre aceitos, queridos, bem-vindos, quando o tempo é de sol e quando o tempo é de chuva, na manifestação das nossas virtudes e na revelação das nossas limitações.
E é com elas e por elas que a vida ganha cor e é para elas que exercitamos o melhor que existe no longo estágio da amizade…

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