quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sou como um livro:

Há quem me interprete pela capa.
Há quem me ame apenas por ela.
Há quem viage em mim.
Há quem viage comigo.
Há quem me entenda.
Há quem nunca tentou.
Há quem sempre quis ler-me.
Há quem nunca se interessou.
Há quem leu e não gostou.
Há quem leu e se apaixonou.
Há quem apenas busca em mim palavras de consolo.
Há quem só perceba teoria e objetividade.


Mas, tal como um livro, sempre trago algo de único... o melhor de mim!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Recomeçar

Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...
Miguel Torga

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

#1 Conversas...

 - Parabéns!
 - Quantos já são?
 - 3 para os 30?
 - Sim, sim... :)
 - A mim só faltam 2 (...) e para sair de casa da mamã!
 - Isso não é de todo verdade! Eu ainda lá tenho um em casa e já vai com 31, já passou o prazo.
 - A minha lá de casa está igual. Deve andar à procura do príncipe encantado! (...) Também é o teu caso?
 - Não, não! Não procuro nem nunca procurei o príncipe encantado!
 - Até porque eles não existem!
 - E o último que existiu a gata borralheira ficou com ele...
 - Mas... Os príncipes não se procuram... Eles aparecem...
 - Pois, mas também não estou à espera que me apareça um.
 - Até porque mesmo que ele surja não vêm com uma varinha mágica que arrume toda a cozinha!
 - Mas eu não preciso da varinha, só quero que ele lave a loiça!

Gosto :)

Gosto mesmo muito!
Faz-me lembrar momentos de muita ternura que vivi no passado...

A cuidar "do meu ratinho"

A última semana não tem sido nada fácil: muito trabalho, pouco tempo e uma agitação estrondosa na vida familiar que me está a deixar completamente k.o.!
Ontem ao deitar a cabeça na almofada julguei que estava finalmente no céu... Contudo, quase no mesmo instante ouvi o despertador, que anunciava o inicio de um novo dia. Hoje é mais um dia, onde recomeça mais uma corrida alucinada, entre o trabalho e a escola... Por isso quase imediatamente a seguir ao levantar, recomeça mais um dia - cheio da Graça de Deus!
Não voltei à escola, mas parece. O meu sobrinho mais velho (e há quem diga que o predileto) iniciou a aventura do 2.º ciclo e o pobrezinho anda um bocadinho desorientado, por isso aqui a tia preferida está empenhadíssima para que tudo corra, dentro do possível, pelo melhor.
Sabem, é que ser tia de uns meninos sem mãe, não é nada fácil!
(...)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Em recuperação...

Hoje doeu menos que ontem e ontem menos que da última vez...
E aos poucos a dor vai-se dissipando...
Agradeço a Deus pelo facto de assim ser. E continuo a pedir-Lhe forças para que amanhã doa menos ainda...

O eterno...

sábado, 15 de setembro de 2012

O que tenho andado a fazer...

...da mais recente para as mais antigas!

 - Uma moldura feita um bocadinho à pressa, mas que já chegou à destinatária :)



 -  Uma caixa de cápsulas de Café "Delta Q", que entretanto foi entregue cheia de cápsulas!



 - Duas pequenas molduras (para um casal de gemeos) que, por feliz coincidência, nasceram no mesmo dia que eu. Mas com 28 anos de diferença!



quinta-feira, 13 de setembro de 2012




Não existe um destino,
apenas caminhos diferentes.
Algumas escolhas são faceis, outras não.
Mas as que realmente importam
são aquelas que nos definem como pessoas.

Que bem que se está aqui!


Apesar do sono (normal para quem durmiu apenas 4 horinhas), este é um local - bar - onde sabe sempre muito bem estar!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Hoje a conversa foi mais ou menos assim...

“Já não te via à imenso tempo! Sinto falta de te ver (…) Gosto de te ver porque gosto de ti. É verdade, gosto de ti porque és boa pessoa, tens princípios e és bem formada… Gosto de pessoas assim!”

sábado, 8 de setembro de 2012

Felicidade!!!

É bom puder ser assim: (tão) feliz!
É maravilhoso puder rir do que me fez ter medo!
É importante que momentos menos bons surjam, para darmos real valor à felicidade!!!

 
Obrigada!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Aquilo que escrevo e porque escrevo!

Estive algum tempo a pensar se me daria ao trabalho de colocar por aqui um post sobre este “assunto”. E, porque não?
Bem sei que quem tem blog, face, twitter, hi5 (isto ainda existe?) ou outra coisa semelhante se arrisca a que a sua vida seja “exposta e conhecida” publicamente num universo imenso e inimaginável. Mas isto só não acontece, a quem não navega por estas águas! Contudo, nem tudo é assim tão linear…
Não tenho o hábito de expor a minha vida (quer na net, quer no meu dia a dia) e muito menos uso este ou outro espaço meramente para falar dos meus amigos, colegas e/ou conhecidos. E, quando em algumas excepções, o faço – e já o fiz, claro! – tenho o máximo de cuidado em colocar algo que de uma forma ou de outra os “identifique sem serem identificados”. E, assim sendo, quando e se me dirijo a pessoas concretas identifico-os. Posso identifica-los pelo nome (por serem pessoas mais ou menos conhecidas), sem nome (mas que pela forma com que me expresso se sabe claramente o que e quem são na minha vida) ou ainda colocando as suas iniciais. Contudo, se o faço, é porque sei que não há qualquer problema dessas pessoas estarem neste espaço! Porque são meus amigos!
Todavia, acho que é mais do que natural que aqueles que me conhecem e que simplesmente por aqui passam, se possam identificar com este ou aquele texto, uma ou a outra frase, esta ou aquela história, este ou aquele momento da minha/suas vidas! É natural, pois fazem parte de mim e eu não estou por aqui a inventar um ser que não existe! Sou genuína (se calhar demais) no que escrevo… E se, até já aconteceu o oposto, pessoas que não conheço e que se encontram por aqui, quanto mais não acontecerá com os que conheço?!
Caros “bloguianos”, seguidores, amigos, mais ou menos conhecidos o que escrevo por aqui, tal como está na descrição do blog, são apenas algumas palavras soltas que vão dizendo qualquer coisa sobre mim, a minha fé, a minha vida, o que me rodeia e fascina...
No dia em que deixar de ser assim, é porque perdi (o imenso) amor que tenho pela escrita e aí este blog deixa de fazer sentido!

Um filme a ir ver!

Para que saibam adoro cinema! :) Adoro um bom filme, seja ele de que tipo for!
Hoje, infelizmente (e independentemente dos preços, que se tornaram um exagero, no meu ponto de vista, claro!) não tenho tanto tempo como gostaria para ir mais vezes ao cinema... Mas, noutros tempos, era menina de chegar a ver dois filmes seguidos numa tarde (chuvosa) de domingo! Que saudades... às vezes, tenho pena que com o passar dos anos e o aumento de "outras correias", algumas coisas desta vida não possam ser eternas... Mas, sempre que surge uma oprtunidade lá vou eu!
E eis um filme que quero ver: "La Rafle" - As crianças de Paris.


Passado em Paris (Julho de 1942). Numa operação sem precedentes, o governo de Vichy desencadeia a tenebrosa ação de detenção de judeus que ficará conhecida na história como “La Rafle du Vel d’Hiv” (a Razia do Velódromo de Inverno).
A manobra, através da qual se pretende isolar e posteriormente eliminar os 24 mil judeus registados em Paris, homens, mulheres ou crianças, consegue apesar de tudo ser parcialmente iludida graças ao enorme empenho de muitos. O resultado será, mesmo assim, o extermínio de 14 mil pessoas. Das 10 mil que serão salvas, muitas serão crianças que não voltarão a ver os seus pais.
Sete décadas após os acontecimentos, “As Crianças de Paris” traz-nos à memória um dos episódios mais negros da história da humanidade. Sob a direção de Rose Bosch, o filme inspira-se na história verídica da família do ator e realizador Alain Goldman, tendo todas as personagens efetivamente existido, o que não apenas lhe confere um poder narrativo impressionante mas terá também implicado cuidado extremo no tratamento de cada uma delas.

..
Joseph tem onze anos. Naquela manhã de Junho tem de ir para a escola com uma estrela amarela ao peito. Recebe o encorajamento do merceeiro e é zombado pelo padeiro. Entre a bondade e o desprezo, Jo, os amigos judeus e as respetivas familias, aprendem a sobreviver na Paris ocupada pelos nazis. Até que, naquela manhã de 6 de Julho de 1942, a frágil felicidade daquelas vidas desaba de forma dramática.

A não perder!!! Estreia a 29-09-2012.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Deus capacita os escolhidos :)

Conta certa lenda que estavam duas crianças a fazer patinagem num lago congelado. Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam despreocupadas. De repente, o gelo quebrou-se e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra criança, vendo o seu amiguinho preso e a ficar congelado, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim parti-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que tinha acontecido, perguntaram ao menino:
— Como é que tu conseguiste fazer isto? É impossível que tenhas conseguido partir o gelo, sendo tão pequenino e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local, interveio:
— Eu sei como é que ele conseguiu.
Todos, a uma só voz, perguntaram:
— Pode dizer-nos como?
— É simples — respondeu o velho. – Não havia ninguém à sua volta, para lhe dizer que não seria capaz...

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A religião do Gato

Era uma vez um guru que todas as noites fazia meditação com os seus discípulos. Um dia, um gato entrou na sala e, correndo por todo o lado, perturbou a meditação. O guru ordenou então que se prendesse o gato fora, durante a hora da meditação. Deste modo, todos puderam meditar sem serem importunados. O tempo passou. O guru morreu e foi substituído por outro guru, que tudo fez para que se respeitasse estritamente a tradição, dizendo, entre outras coisas, que era necessário prender um gato fora, durante a hora da meditação. Quando também o gato morreu, procurou-se outro, para prendê-lo fora, durante a hora da meditação. Uma vez que as pessoas não compreendiam o sentido desta medida, apelou-se a teólogos, que escreveram dois grossos volumes cheios de notas sobre a necessidade sagrada de se ter um gato preso fora, durante a meditação da noite. O tempo passou, a meditação caiu fora de uso, já ninguém se interessava por ela. Mas, para respeitar o rito, continuou-se a prender um gato."
Aí está uma bela estória, contada pelo teólogo indiano Francis X. D'Sa, que diz bem como tantos costumes e leis, mas sobretudo a religião, se podem tornar vazios de sentido, sem qualquer conteúdo.
De tal modo Jesus atacou a religião meramente formal, ritualista, que poderia bem ser o autor desta estória. Verberou de modo cru a hipocrisia: "Ai de vós, hipócritas, que devorais as casas das viúvas, com o pretexto de prolongadas orações! Ai de vós, hipócritas, porque pagais o dízimo da hortelã, do funcho e do cominho e desprezais o mais importante da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade! Ai de vós, hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, quando por dentro estão cheios de rapina e iniquidade! Ai de vós, hipócritas, porque sois semelhantes a sepulcros caiados: formosos por fora, mas, por dentro, cheios de ossos de mortos e de toda a espécie de imundície!" E não foi ele que pronunciou a afirmação mais revolucionária na história das religiões: "o Homem não foi feito para o Sábado, mas o Sábado para o Homem", significando deste modo que o critério último de validade de todas as leis, mesmo das leis de Deus, é o serviço ao Homem, a todos os seres humanos, na sua dignidade?
Há 50 anos, precisamente em Julho de 1962, quando um calor sufocante fazia transpirar os cardeais nas comissões de trabalho conciliares - estava-se na preparação do Concílio Vaticano II -, o Papa João XXIII começou a distanciar-se de alguns esboços preliminares. Conta Juan Masiá, citando o biógrafo dos Papas, P. Hebblethwaite: Um dia o bom Papa João "mediu uma página com a sua régua e disse: 'Quinze centímetros de condenações e apenas dois centímetros de louvor. Porventura é este o modo de dialogar com o mundo contemporâneo?
"Coube ao cardeal Montini (depois, Papa Paulo VI) a tarefa de fazer compreender este ponto, na reunião final da Comissão Central. Os anátemas e as condenações, disse Montini, não são a resposta para os erros contemporâneos. No mundo moderno, os remédios contra os erros são a misericórdia, a caridade e o testemunho de vida cristã.

Fonte: http://www.dn.pt/