quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Os 30 anos e o relógio biológico

Parece-me (e espero bem que seja só um parecer!) que com a entrada nos 30 anos, há temas dos quais não me vejo livre com alguma facilidade! Mas se assim for, que venham eles. Venham lá eles, mas não venham todos de uma só vez! 
O primeiro tema - e só tenho 30 anos à 2 meses!!! - chama-se filhos (não escrevi "bebés" de propósito, ok?). Mas porque raios é que com a entrada nos 30 anos o relógio biológico tem obrigatoriamente de estar ligado e, consequentemente, tem que ser regulado/acalmado? 
A resposta dos comuns mortais é mais que certa: porque está a ficar tarde!!!
Pois é, deste tema, não me livro tão cedo! (pelo menos até ter um rebento!) A coisa está de tal modo "grave" que, até já tenho amigas, que subtilmente me vão perguntando: "Mas tu não queres ter filhos?" ou "Quantos filhos queres ter?" e eu vou lendo nas entre-linhas "Está a ficar tarde! Despacha-te! Não percebes? Arranja lá um gajo que te faça um filho!"... Mas eu relativizo e prefiro achar que grave, grave vai ser quando nas ditas perguntas incluírem, sobretudo na primeira questão, palavras com um efeito conclusivo, tal como o "Ainda" ou o "Já não". Para já, e por enquanto, quero mesmo acreditar que são só perguntas da praxe dos 30 anos!


Mas, ainda assim, perdi algum tempo a pensar no assunto e acho um excelente tema para soltar por aqui algumas palavras... 
O meu relógio biológico sempre foi maioritariamente passivo, claro que às vezes as hormonas me pregam uns alertas e tal, mas nada de desesperante, felizmente! A verdade é que sempre tive um relógio bem comportadinho e para ajudar a isso, acresceu sempre o facto dos bebés/crianças serem uma constante na minha vida. (sou tão sortuda!) Actualmente, por exemplo, tenho as minhas duas maiores e mais fieis amigas (ambas com 30 anos!) com bebés: uma com um na barriga e outra com o meu Tim!
- E isso desperta o quê em mim? 
- Muita felicidade, vontade de os apertar e estrafogar com beijinhos e mimos, desejo de lhes oferecer coisinhas fofas (aliás sempre passei horas a desejar comprar roupinhas em miniatura!) e uma alegria sem medida. 
- E o meu relógio biológico como reage? 
- Não sei, simplesmente, acho que não se manifesta!


E, tenham lá calma, não sou uma extra-terrestre, nem uma anormaloide!!!
Acho (e só acho, pois se calhar até sou qualquer coisa fora do normal) - reforço - acho que é normal que assim seja, pois não tenho reunidas as condições "necessárias" para que o mesmo toque a cada dez mil pulsações! Simplesmente não tenho, neste momento da minha vida, nada que me faça puder pensar num bebé meu! E tranquilizem-se que é só esse o motivo do meu atraso no "normal funcionamento" do meu relógio biológico.
Com 30 anos, ou melhor dizendo, mesmo já com 30 anos não me sinto preparada para ser mãe, não tenho estrutura emocional, financeira e sobretudo familiar (falta-me um pai para a criança, sabem!) para puder pensar neste assunto. É que, felizmente, uma criança não se encomenda por catálogo ou se "arranja" numa prateleira de super mercado. Há que ser planeada, pensada, desejada e sobretudo amada e isso tudo é um trabalho, que se quer, colectivo!
E, quanto às questões que me vão colocando...
- Quero ter filhos?
- Sim, gostava de os ter!
- E quantos?
- Desde muito criança que sonho com um mínimo dois, três quem sabe, quatro no máximo e se possível meninas gémeas... Mas serão os que a vida me permitir, se o permitir.
- E já vou tarde para isso?
- Não! Ou eu pelo menos quero acreditar que não...
E - não ataquem já - eu sei que existem risos acrescidos para as gravidezes tardias, mas não sou assim tão velha, ok? E depois, tive uma mãe que me teve a três meses de completar 41 anos e, ambas, estamos aqui! E naquela altura tudo era tão menos evoluído do que é agora...
Mas, enquanto o relógio não desperta, vou (se surgir oportunidade, se tiver que ser e se for o destinado) reunindo alguns elementos base para que quando o meu "atrasado" relógio biológico disparar, eu possa pensar mais a sério neste assunto!
Para já que venham as questões e admirações, que eu lido muito bem com a minha vida...

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