quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Vou contar-vos o que estava do outro lado da porta...

Há cerca de seis meses atrás assumi aqui que iria arriscar, rodar a maçaneta e descobrir o que poderia vir a viver do outro lado da porta... inFelizmente, em certos "assuntos" da minha vida, sou uma pessoa que precisa de muito tempo para arriscar e ousar ir mais longe. Defeito de fabrico? Cobardia? Medo? Jogar pelo seguro... Eu cá possuo de tudo um pouco!
Para mim dar um passo maior do que a perna, ou melhor dizendo, neste caso, maior do que os sentimentos é-me muito dificil, impensável mesmo! E, ou bem que é um passo dado com o coração certo do que aí vem, aconselhado e bem alertado pela cabeça, que também convém que esteja certa do que quero, ou bem que não vale a pena arriscar! E, ainda assim, vou falhando algumas muitas vezes...
Mas deixando-me de rodeios, resolvi arriscar! Rodar a maçaneta e buscar do outro lado da porta algo que me seria, à partida, totalmente novo. Mas era aquilo que eu queria muito. Por isso, certa de que ao rodar a maçaneta, eu iria ser um pouco melhor do que até ali, mais feliz até, mais amada... Enfim, rodei a maçaneta e o que encontrei do outro lado?


Parece estúpido, surreal, injusto! Mas do outro lado da porta não havia nada... Estava vazio, escuro e não havia nada... Nada de bom, nem nada de mau... Simplesmente nada me esperava! Não sei se demorei demasiado tempo ou se nunca lá esteve nada/ninguém à minha espera... Também não sei o que se passou! Não sei como fui capaz de encarar o vazio, a ingrata sensação de injustiça, de fraqueza e de revolta... Mas, de uma coisa tenho a certeza, com este grande nada a minha vida nunca mais será a mesma.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

#4 - Apontamentos de uma história incompleta

Há umas horas, enquanto lia completamente embebecida este post revia uma história que hoje está mais incompleta do que nunca. Uma história que tanto poderia ser minha, como de qualquer outra pessoa. Uma história marcada pelo medo, interrompida pela vida... Uma história, como tantas outras, incompleta...


E eis que quando acabo de ler a ultima frase, suspiro e o telefone toca. Era o protagonista da minha historia! Tive um espasmo e não consegui atender. Mas naquele momento tive vontade de...

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Lá fora chove (parte IV)


Lamechices a esta hora

Passei há instantes pelo quarto do meu sobrinho. Ele tinha espirrado algumas as vezes e tive que ir ver se estava destapado. Não estava. Mas ainda assim não resisti e tive que o aconchegar, fiz-lhe uma festa no rosto, dei-lhe um beijo, fiquei a olha-lo um pouco e uma lágrima fez-me sentir algo que não consigo explicar. Ando muito cansada. Ando também muito sensível e quando o olho assim, como agora, fico desarmada. 
Meu pequenino cavalo bravo, meu ratinho!
Estou a aprender a ser tua super-tia, a mãe de que tanto necessitas e estou a gostar muito...

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Finalmente as férias!!!

Confesso que, ao início, não achei estas férias espectaculares, justas (...) enfim, grande coisa... Mas, ainda assim, não foi esse o motivo que me desmotivou a escrever sobre as mesmas. Não! Foi mesmo a falta de tempo para tal... Contudo, agradeço que as coisas tenham acontecido assim. Pois hoje, findas há muito as ditas cujas, consigo ver o quão boas foram, esquecendo os pontinhos menos bons e destacando somente os muito, muito bons... 
Na primeira semana tive pouquíssimo tempo de férias, pois estive na maioria dos dias a trabalhar pro o Nacional e depois, depois tive direito a descansar, estar pelo meu bonito Portugal, com bons amigos... E hoje, quando o corpo já pede mais., quando o dia se encontra frio, chuvoso e triste, nada melhor do que relembrar! Mesmo que com meses de atraso...








Dá vontade de voltar ao Verão não dá?

Não dá para ficar indiferente!

Homenagem de 35 artistas portugueses a Carlos do Carmo!!!
Carlos do Carmo merece isto e muito mais... Ele é de facto um Senhor!
Um A-R-T-I-S-T-A como não há em Portugal.


Mas, e desculpem, se vem despropositado, nesta história (linda) há que "tirar o chapéu" ao grande Vasco Palmeirim, pela ideia fantástica, pela mobilização e no fundo por tudo o que é. Acho que já o disse aqui: mas sou sua fã!!!

Passaram-se seis semanas...


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Apaixonada por presépios #7

Por aqui já cheira a Natal!!!


Lá fora chove (parte III)


A chuva que cai lá fora, atenua a que caí em exclusivo sobre a minha cabeça. As duas misturam-se, caem em conjunto e assim parecem minimizar o(s) estrago(s)... Chove lá fora, mas não chove só lá fora. Ainda chove em mim, sobre mim...

terça-feira, 18 de novembro de 2014

#26 Conversas

No meio de uma cusquice:
 - Oh anem e houve um momento em que ele gostou tanto de ti e tu desperdiças-te! Ele é tão bom rapazinho, tão bem formado, tão trabalhador, tão boa pessoa... E agora?

(...) Fico triste! E nota-se...

 - Ai credo! Eu só quero que ele seja muito feliz! Ele, e tu claro!

(...) Fico ainda mais triste... E respondo:

 - Se calhar não tinha que ser!


Quero tanto acreditar nisto!


Mas há momentos em que duvido, a minha fé é abalada e eu fico perdida...

Tia em desespero #9

Não se assustem com o título que as coisas com o meu sobrinho estão a andar (e escrevo até com receio de estragar!) bastante bem. Por isso, este post é apenas um balanço e não um desespero como os anteriores.
Já passaram dois meses desde o meu último post deste género e já na altura as coisas estavam significativamente melhor. Entretanto, também já lá vão dois meses de escola, de adaptação a todas as mudanças, dois meses de muitas novidades, de algumas dificuldades e de muito, muito estudo. E os resultados são surpreendentes! O miúdo não está um génio, mas está a esforçar-se e a colher bons frutos... E, se hoje estivéssemos no final do período, talvez só tivesse uma negativa. E isso é bom? Ora se estivéssemos a falar de mim, era péssimo! Sempre fui uma boa aluna com boas notas. Mas estamos a falar de um menino diferente, que nunca foi tão bem acompanhado como agora e que nunca teve a oportunidade de se esforçar como agora o faz. Um menino que teve o ano passado completamente a zeros. Por isso, isto tudo que ele conseguiu não é bom, é muito bom. É excelente!
E depois ainda há a vertente comportamental onde também já notamos algumas (muitas!!!) mudanças. Em casa - ainda - nem tudo é perfeito. Mas na escola, até à data, não há uma única reclamação, queixa, chamada de atenção... E as participações? Bem, essas tais, felizmente, são uma coisa que, até à data, nem nunca ouvi falar na nova escola!


Sei que ainda estamos no ínicio, que vai haver dias piores e outros melhores, mas acredito que vai correr tudo bem. E, sobretudo hoje sei, que esta foi a escolha correcta.

No silêncio da minha vida...

São muitas as vezes em que me pergunto:
ÉS FELIZ???

Mais do que a minha procura de ser feliz, preciso mesmo que as pessoas que amo sejam felizes! Além de tranquilizante, saber que os meus são/estão felizes, ajuda-me muito a continuar em frente no meu caminho... 
A todos os que hoje estão longe, se depender de mim, um pouco da vossa felicidade, manifestem-se que eu irei ao vosso encontro!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A oportunidade perdida


Hoje, com um pouco de mágoa, tenho que saber admitir que perdi!
Perdi muitas oportunidades, perdi muitas coisas, e consequentemente,
 perdi um pouco de mim...
Foi o medo de não haver futuro que me prendeu ao que não fiz, ao que não disse, ao que ficou apenas no meu pensamento, no meu coração... Hoje chegou esse futuro! Eu tinha muitas palavras (e não só!) para partilhar mas não tive coragem e perdi...
Já não vai dar para agarrar a oportunidade perdida, dizer o que não foi dito... Mas se acontecer de novo, vou fazer diferente! 

Porquê?

O tempo passa mas não leva a saudade...


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Lá fora chove (parte II)


Lá fora chove (parte I)

Lá fora chove e só eu sei o quanto gosto deste tempo! Lembra-me outros tempos... lembra-me um passado simpático, quentinho, aconchegado, amado... Gosto deste tempo pelas boas memórias, pelos sorrisos que solto no infinito charco da minha vida, gosto deste tempo pelas coisas bonitas que faz me recordar... Gosto deste tempo porque me permite pensar!
Mas por outro lado não gosto de andar sozinha na chuva, do seu efeito no meu cabelo, não gosto de conduzir à chuva, não gosto dos estragos da chuva...

sábado, 8 de novembro de 2014

Ah ah ah :) Passaram-se 4 anos!

Juro que me deu vontade de rir, mas na verdade eu devia era chorar! Passaram-se 4 anos!!!
Foram quatro anos e hoje este post parece-me escrito só há uns instantes atrás, dias talvez, umas semanas recuadas no tempo no máximo, dos máximos! E eu continuo um bocadinho sem saber o que fazer?!
A vida neste intervalo de tempo foi tão boa, quanto estranha. Como posso ter vivido quatro anos da minha vida e hoje tudo ser tão actual? Há diferenças é certo, coisas que hoje já vivi e que há data ainda não passavam de meras suposições, sentimentos que construí, experiências que adquiri, envolvências, pessoas e lugares, uma história repleta de coisas muito boas que vou recordar para sempre, mas ao mesmo tempo, permanecem os mesmos "velhos" sentimentos de incerteza.
A grande semelhança entre o hoje e este passado tão pouco longínquo é que continuo naquela busca incessante da felicidade... Já a diferença (a gigantesca diferença!) é que procuro noutros locais, com outra(s) pessoa(s), tendo deixado lá no passado quem a ele pertence!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Será só comigo?

Não sei se acontece só comigo, mas há algo que me acontece com alguma frequência e que incomoda um bocadinho. Não é bem incomodar, deixa-me de certo modo desconfortável, às vezes até preocupada com a minha pouca memória. Aconteceu-me hoje, de novo!
Passei por um "Senhor" que me falou simpaticamente e que eu simplesmente não consegui reconhecer, não sei quem é. Mas pelo cumprimento ele conhecia-me e eu supostamente também devia conhecer!?
Pelo sim e pelo não, falei-lhe. Mostrei um sorriso e desejei-lhe um bom dia!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

#25 Conversas

 - Amiga como estás? Como está tudo?
 - Estou cheia de trabalho e isso é bom, assim não penso no que me faz mal. De resto aos poucos vou estando bem... As árvores morrem de pé!!!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Um post dedicado a Ti - "Vou ter saudades tuas!"

De facto, é mesmo verdade que existem pessoas que surgem na nossa vida sem que nos apercebamos... Surgem "apenas" para se tornarem únicas, insubstituíveis e maravilhosamente marcantes! Podem até ter conquistado um lugar devagarinho, podem ter ficado nela de uma forma simples e discreta, mas são essas pessoas que se tornam impossíveis de esquecer... Será assim contigo! E, vou ter saudades tuas...
Se há coisa que dou muito valor, é à amizade. E, se há algo que nunca esqueço são os verdadeiros amigos. Independentemente do lugar, tempo ou espaço que ocupam (e sobretudo que ocuparam!) na minha vida, um A-M-I-G-O é para sempre! Por isso, e tendo em conta a dimensão da nossa amizade, não será a distância e as circunstâncias forçadas de duas vidas tão diferentes que te apagarão do meu coração. Assim sendo, resolvi editar um novo post, dedicando-te mais umas palavras soltas... Certa, de que, guardarás este texto! :)


Eu realmente não sabia que por ti e contigo iria viver tanta coisa, conhecer tantos locais, partilhar tanto das nossas vidas, alterar tanto na minha maneira de ser e de agir... Olho para os dez ou onze anos que partilhamos e só consigo esboçar um sorriso! Não sei precisar exactamente o tempo (isso deixo para ti!), mas sei que foi maioritariamente positivo, não foi em vão que nos conhecemos. E, acredita, não serei nunca capaz de te desejar algo menos bom... És uma pessoa especial!
Neste tempo todo, posso nem sempre te ter dado o devido valor, mas reconheço que foste importante, um amigo sempre presente, que me ouviu, abraçou e apoiou em momentos muito difíceis da minha vida. Foste também, a pessoa a quem ia contando as minhas mais loucas aventuras, alegrias e gratidões, as euforias, as histórias "que só a mim acontecem", as cusquices e até as coisas mais banais, que a ninguém interessavam, mas que tu simplesmente ouvias... Recordo-me que foste, durante uma boa parte da minha vida, a pessoa a quem contava até os meus "supostos" segredos. As nossas conversas eram como as cerejas, apetecia sempre mais! Eu a gralha de serviço e tu os ouvidos atentos e compreensivos, eu a revolução em pessoa, a senhora das pressas e do stress, a pouco pontual, de relógio sempre atrasado e tu com uma tranquilidade pacata que me "domava"  e acalmava singelamente...Vou ter saudades tuas!
Recordo-me de muitas e muitas conversas, coisas partilhadas "quase em jeito de segredo", coisas que só falávamos um com o outro, coisas próprias de uma amizade muito caracteristica, muito só nossa, muito impossível de se repetir... Recordo a imensidão de coisas que, dificilmente vamos partilhar com outras pessoas! Recordo-me, por exemplo, que aquando da doença da minha irmã, foste o primeiro amigo a quem contei "cara-a-cara" e lembro-me bem da tua reacção... Naquela noite não me apetecia sair, falar, estar com ninguém, mas deste-me a volta, fizeste-me sair de casa (Quantas vezes isso acontecia???). Estava cansada e triste, não me recordo onde fomos, mas lembro-me que, no final quando já me estavas a deixar, que te contei a pior notícia da minha vida... Lembro-me do teu olhar e do abraço forte que me deste... Sem palavras, soubemos sentir o mesmo naquele instante... Foi um período duro onde tu, mais uma vez, de um modo muito discreto, estiveste sempre presente... Às vezes um só abraço sarava uma dor imensa!
Recordo-me das muitas idas a um bar simpatico à beira mar plantado, onde um dia me levaste - pela primeira vez - só porque eu "ia gostar de um sítio giro que conhecias". Hoje é um local onde eu adoro voltar, um dos meus lugares de eleição para sempre! Obrigada... Recordo-me ainda de outras tantas coisas que vão ficar, para sempre, só entre nós dois... E sabes que mais? Vou ter saudades tuas!
Contigo as coisas foram sempre tão claras, tão "preto no branco", tão descomprometidas, mas também tão sinceras... Uma das coisas que me orgulho, na nossa amizade é de que, nós dois fomos sempre sinceros um com o outro, tudo foi sempre dito com transparência, mesmo quando isso magoava! E como as coisas, às vezes, magoavam!!!
Nunca te imaginei na minha vida por tanto tempo, nem sendo tão importante. Mas, confesso, que nos últimos tempos julguei que o meu coração se tinha enganado e que tu poderias permanecer... Não foi possível, não estava nos planos de Deus... A distância entre nós não foi planeada, contrariando tudo o que eu cheguei a prever. Hoje, quero apenas acreditar que tinha que ser! Passaste na minha vida, permaneceste e saíste de um modo simpático: com sinceridade, na descrição e na compreensão...
Tu, conheces-me quase em exclusivo, gostas do que escrevo, tens a sorte (ou o azar!) de me conhecer muito bem, de saberes o que sinto, o que me agrada, o que me afecta e desarma, por isso sei que é mutuo este bom sentimento nostálgico entre nós... Será impossível não sentir saudades tuas! Vou sentir saudades da amizade que juntos construímos... Vou ter saudades tuas!


E mais uma vez, OBRIGADA por tudo! És, para sempre, o meu parvo preferido!!! :)