quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Uma definição de felicidade

Este post chega um pouco atrasado devido ao meu estado aparvalhado perante tamanha dose de felicidade. O passado fim-de-semana podia perfeitamente descrever o que é para mim a felicidade!
Foram dois dias muito bons. Foram tão simples, tão perfeitos, tão descomprometidos, tão genuínos. Enfim, tão felizes! Esta ida a Coimbra, era algo que eu já planeava há uns meses e que, confessando uma grave falha, já estava em falta há muuuuuuiiito tempo (para aí uns 10 anos?). Esta visitinha, estilo surpresa, era algo que eu queria muito e que, com a chegada quase iminente da pequena "nonô", já se estava a tornar imperativo e sinceramente soube-me muito bem. E, sem crer estar para aqui a gabarolar-me, sei que fez muito melhor à minha grande amiga. Eu estava a precisar de estar junto dos que me são próximos, dos que - por opção! - me escolheram para ser como família. Mas ela também precisava de me ver, de me sentir próxima, de falar de coisas banais e de tantas outras menos banais, coisas sérias e importantes das nossas vidas, separadas pela parva distância, mas sobretudo coisas muito caracteristicas de uma amizade simples e genuína.
Este fim de semana, para mim, foi assim como que mágico, uma lufada de ar fresco no meio de um deserto desgastante. Foi tão bom, não só porque estive com uma amiga extraordinária, que tem uma família "em construção" não menos extraordinária, mas também porque saí do meu "habitat natural", não tive responsabilidades, compromissos, horários, coisas pendentes, correrias e stresses. Acho que, era bem capaz de me habituar a uma vida assim! Passar um fim-de-semana inteirinho sem nada para fazer, só com a preocupação de matar as saudades e actualizar conversas? Sim era prefeito! E será perfeito mais vezes, com toda a certeza. Até porque quero ser uma tia presente. :)
Acho que já o referi, algures nestas palavras soltas, mas há pessoas que na minha vida são como a família próxima (mãe, pai, irmãos). São a família que, sem laços de sangue, escolhemos ter sempre presente na nossa vida. E com a T. é exactamente assim, não só porque os pais dela me tratam como filha deles, o marido me trata como irmã e todos me colocam extremamente à vontade, mas sobretudo porque existe algo entre nós, que não se explica. Algo que nos pequenos gestos simples e puros se acaba por concretizar de uma forma tão... sem palavras possíveis de descrever! Não é por acaso que, sem falarmos, "as bailarinas" surgem nas nossas cabeças? É a amizade.
E EU sou muito grata por esta amizade. Uma longa, sólida e bonita amizade que acerta nas bailarinhas, que se antecipa em coisas importantes, que se torna presente sempre que necessário, que se manifesta nos momentos cruciais, que vence todas as distâncias e todo o tempo, que nos deixa totalmente à vontade e que, no fundo, é tão nossa, tão própria e tão única.
Junto de ti, de vocês, sou feliz! Só feliz. Sem motivos, sem grandes coisas, sem ser necessário nada de extraordinário. Feliz, apenas.

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