sexta-feira, 22 de maio de 2015

Jesus É Nosso Grande Amor (JENGA)

Este foi é um projecto que me deu muito prazer em ajudar a construir... Um projecto que acompanhei, apoiei e em que acredito a 101%. Este projecto, não é meu, mas é um projecto que idealizei há muito tempo e que este ano, finalmente, se veio a concretizar. :) Não é um projecto de ontem, nem de hoje, mas um projecto para o futuro... Um projecto inacabado, com o "sonho missionário de chegar a todos"...

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.  
Deus quis que a terra fosse toda uma,  
Que o mar unisse, já não separasse. 
(Fernando Pessoa)

Tenho, com um orgulho desmedido, um grupo de catequese há 10 anos (DEZ!!! Meu Deus! Obrigada!). Não sei se isso foi o mais certo ou não para as suas caminhadas! Mas, sei que foi o que Deus sempre quis para cada um de nós!
Na verdade, neste longo, mas bonito e feliz caminho, muitas vezes duvidei, hesitei, pensei se estaria a fazer o melhor para cada um, mas fui confiando e tudo entreguei àquele que sempre nos guiou a todos: Obrigada JC!!! Houve algumas perdas pelo caminho, caminhos que se desapegaram dos nossos, algumas tristezas e coisas que não contávamos que acontecessem... Mas, também houve os que se aproximaram, os que vieram de novo, os que voltaram e os que, apesar das diferenças, se tornaram iguais a nós e que connosco descobriram (e descobrem) que "há que ser alguém, há que ter valor...". Não tem sido um caminho inglório! Muito pelo contrário. Tem sido um caminho muito feliz!!! E hoje, o resultado está à vista de todos: ELES construíram um grupo muito unido e forte, que procura sempre mostrar a sua "alegria de viver". E que alegria bonita, essa!!!
Ao longo de todo este tempo tentei sempre dar o melhor de mim, ensinar tudo o que sei, transmitir mais do que ensinamentos, regras ou mandamentos: uma forma feliz de se viver! É que "não basta dizer palavras vazias..." temos que viver o que dizemos e ser sempre o mais fiel possível ao que somos... Nem sempre é fácil! Mas é possível. Desde que tudo o que suporte, o nosso caminho, esteja apoiado na verdade. E a verdade é só uma: Deus!!! E assim, tudo é transformado na mais pura das felicidades.
Nestes que foram - sem dúvida! - os melhores dez anos da minha vida, o tempo foi passando, passando... E hoje, eles são o reflexo de algo muito bonito! Como uma mãe que os seus filhos ama, fui deixando-os crescer com as suas ideias, sem formatar cabeças (contrariamente ao que muitos possam pensar!), orientando e guiando no melhor caminho possível, ajudando nos problemas e felicitando-os nas vitórias, estive (e estarei!) lá sempre sem impor o que quer que seja. Apenas querendo que tomassem consciência da mais importante verdade da vida: o amor (de Deus) e a importância das pessoas que contribuem para a nossa felicidade! Depois disso, cada um devia seguir sempre o seu coração... e ser feliz!
Hoje, passados 10 anos, eles são pré-jovens capazes de ser mudança na Igreja e no mundo... Acredito mesmo que sim! Acredito porque os conheço, porque os vi crescer, porque conheço a força interior de cada um, porque rezo muito por todos e porque vejo nos seus desejos de mudança a pureza de crer fazer as coisas com os seus ideais, e não para serem melhores do que A ou B (sem me referir a ninguém, sim?!) ou para que lhes digam "muito bem!"... E é assim que desejo que possam ser o que a Igreja quiser/necessitar!
Mas serão eles assim tão especiais? Vejo-os como miúdos especiais? Sim!!! Claro, que sim!!! Mas, não é isso que é suposto? As pessoas que verdadeiramente amamos são-nos sempre especiais. E, estes 15/16 miúdos, são muito especiais para mim! Muito mesmo...

A fraca qualidade da foto é propositada
Este ano, naquela que foi a primeira de muitas vezes, participaram em força no Festival Vicarial da Canção Jovem de Mafra, com uma música e letra que têm muito significado para todos. Um metáfora da vida que eles enfrentam todos dias, numa igreja onde infelizmente nem todos caminham unidos, e um desejo muito grande de construir algo novo, algo forte, algo com sentido, com valores, com união, com fé...
A JENGA foi o mote para todo o trabalho que fizeram (letra, ensaios, vídeo, claque...)! E que bonito trabalho! Um trabalho, sem palavras possíveis de descrever, só mesmo vivendo com eles as coisas, é que é possível ter-se noção do trabalho que tiveram por gosto. Repito, trabalho por gosto! Foi, de facto, muito bom! Tudo: o desafio, a construção da letra, os ensaios, o dia da gravação, as diversas actividades... Tudo! Tudo foi um trabalho de "gente crescida!", um trabalho repleto de empenho, responsabilidade, vontade e alegria... Tudo isso, não deixando de ser miúdos normais, de estudarem, de terem boas notas, de irem em viagem (e até aí a JENGA os acompanhou!)...

JENGA é um jogo de habilidade, formado por 54 paralelepípedos de madeira, onde os jogadores se revezam para remover blocos de uma torre, equilibrando-os no topo dessa mesma torre, criando uma estrutura cada vez maior à medida que o jogo progride. A palavra "jenga" é a forma imperativa de "kujenga", o verbo suaíli que significa "construir". Tal como no jogo, o grupo quis passar a ideia de juntos vão construir algo e levar essa construção mais alto. E conseguiram!!! 
Eles, querem construir algo maior e sabem que esse é um trabalho de equipa. Juntos, eles acreditam (e eu também!) que vão levar a sua construção mais alto! Não acontecerá, como no jogo, que a dada altura tudo se desmorona pois na base eles têm a força certa: Jesus! Por feliz coincidência JENGA são as iniciais de uma verdade patente na caminhada que fazem à dez (10!!!) anos e os fez chegar até aqui: Jesus, É Nosso Grande Amor!
Foi bonito vê-los tão empenhados, às vezes tanto que irritava, sempre de máquina fotográfica atrás, sempre a pensar no mesmo, a não conseguir pensar em mais nada a não ser na JENGA (até em casa, já se queixavam!!!). Consumiram-me imensas catequeses com o mesmíssimo assunto e parecia que não havia mais nada a fazer, dizer, pensar a não ser na JENGA... Mas ainda bem que assim foi, cada um desses momentos foi importante, único e insubstituível. E isso foi notório no trabalho que levaram a palco...



Gosto muito da música, da letra, DELES e do que fizeram, mas no vídeo o minuto 3:30 enche-me a alma de tal modo que não dá para descrever! Esta é a força, a garra, a alegria que de a Igreja e o mundo precisa! É que não tenho a menor dúvida disso!!!
Não é importante, mas fica registado, que não ganhámos! Trouxemos para casa o prémio que eles queriam ganhar: o melhor vídeo. Que, sem modéstia nenhuma, era mesmo o melhor!!! E, para mim, foram - como lhes disse mesmo antes do festival começar - vencedores! Vencedores porque arriscaram tudo, deram o melhor, fizeram algo que lhes diz muito e marcaram a diferença na construção "de uma nova era"...
Foi um prazer, uma satisfação, uma felicidade e um ORGULHO muito grande acompanhá-los e apoiá-los em mais esta etapa dos seus caminhos.
E pronto a JENGA é tudo isto e muito mais...
(eu disse que este texto seria um testamento!)

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