terça-feira, 26 de maio de 2015

Quando a vida nos tira o tapete...

Hoje vivi um episódio que me deixou verdadeiramente em baixo, de lágrima fácil ao canto do olho e com vontade de questionar certas coisas na vida... Encontrei, por acaso, um senhor por quem tenho muita estima e apreço, e que já não via há imenso tempo. Foi ele que me abordou primeiro:
 - O que é feito desta menina? Que já não a via há imenso tempo...
Pois bem conversa, puxa conversa e descubro que, nos entretantos da vida, os nossos desencontros deviam-se exactamente à maldita doença: um cancro, nos intestinos, não operável, com esperança de poucos meses de vida e que - felizmente e para já - adormeceu e deu-lhe mais uns tempinhos de vida. Merda!!! Grande Merda!!! Nesta maldita doença, os que não matam deixam uma marca para sempre: a marca do medo...
Abraçamo-nos os dois, sem se notar a diferença de idades (podíamos ser avó e neta? talvez!). Abraçamo-nos com força, de lágrimas a tentar não cair, a quer ter esperança com a certeza que é necessário ter muita fé!

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