terça-feira, 30 de junho de 2015

SoBrE a AmIzAdE


De hoje a um mês eu quero!

- Acordar cedo, tomar um grande pequeno almoço e aproveitar todas as horas do meu dia;

- Quero ter um tempo só para mim, puder ir ver o mar, escutar o silêncio e mimar-me um pouco;
- Quero receber mensagens dos que gostam de mim e não de toda a gente que me conhece. Quero puder ter liberdade para atender só as chamadas daqueles que me são especiais. No fundo quero apenas palavras bonitas, sentidas, quentes e profundas, vindas somente dos que me fazem bem, dos que são importantes, especiais, únicos e insubstituíveis;
- Quero estar com a minha mãe, a minha família, os amigos importantes e os especiais;
- Quero surpresas, quero ser surpreendida e quero viver cada encontro ao máximo;
- Quero sorrissos, quero flores, quero balões, quero abraços, quero beijos, quero gestos simples, sinceros, puros e doces;




- Quero que me ofereçam - e em grande quantidade - coisas não palpáveis:
- Quero chegar ao fim do dia a chorar ou a rir de tanta felicidade;
- Quero olhar o céu estrelado à noite, contlemplar a lua e agradecer mais um dia...

Excessivamente Feliz - 2.ª Parte

A escolha das unidades não foi muito fácil! Só havia um ou outro que sabia o que queria, e esses queriam o mais difícil! Os restantes, estavam à espera que fosse eu a escolher, mas não seria assim. Eu quis que fossem eles a escolher para melhor saborearem as suas escolhas... Era importante!
Depois do almoço, saímos de casa todos juntos e a nossa primeira tarefa era ajudar nos almoços dos utentes. Fomos pelos túneis, juntos até determinada altura e os corações estavam, porque se via nos seus rostos, expectantes! O que lhes esperava? Como seria? Iriam gostar? E se...


Na Casa de Saúde do Telhal vive-se a 100% tudo o que de mais puro existe... Ali tudo é mágico: abraçamos, sorrimos, confortamos, choramos, escutamos, conversamos, rimos, brincamos, alimentamos, amamos e entregamo-nos ao outro em troca daquilo que nos enche verdadeiramente o coração: o amor! Um amor louco, mas puro. Há coisas que são tão grandiosas que são impossíveis de descrever por palavras, simplesmente porque não há palavras que cheguem... Tudo o que eu diga é sempre pouco porque aquela casa, aquelas pessoas, aqueles rostos, aqueles olhares são verdadeiramente apaixonantes! Ali existe, de facto, Deus e pessoas verdadeiramente filhas de Deus!
São pessoas, aparentemente, tão diferentes de nós, mas que nos transmitem e ensinam tanto, mexem com as nossas emoções e capacidades! Ali tudo é puro, sincero, verdadeiro. Ali não há mascaras nem necessidade de serem melhores que ninguém. Ali há apenas PESSOAS que necessitam de ser amadas! E os voluntários (nós!) têm essa missão, têm de ser instrumentos de um amor ímpar. O amor de Jesus! E, connosco, foi assim que aconteceu...


Na unidade onde fiquei (Sto Agostinho), inicialmente só com a B. e o E., as descobertas eram constantes, um mar de coisas por fazer, conhecer, descobrir... O enfermeiro que nos recebeu era uma pessoas 5 estrelas e ajudou bastante na nossa integração. Descobrimos um "pozinho mágico" que misturado com líquidos, os transforma em papas (isto porque alguns utentes não conseguem engolir líquidos!) e tivemos que preparar algumas refeições com o dito pó. Depois fomos dar o almoço aos quartos. Ele disse-nos que preferia que fossem os voluntários a fazer esse "trabalho" para estarmos mais próximos dos utentes! E assim foi... 
Medicação e comida preparada: sopa, verde (pastosa), água e sobremesa... Íamos nós a tentar memorizar pelo corredor. Correu bem melhor do que eu esperava! A dada altura dei por mim a olhar par o senhor CR e a pensar como me posso queixar tanto? E também me deu vontade de cantar... De vez em quando olhava para a janela e pensava no "quão maravilhosa" podia ser a vida dele lá fora... Foi bonito. Terminei a refeição limpando-lhe bem a boca e afagando-lhe as mãos frias e imóveis. Não deu para trocar uma única palavra, não sei se me ouvia, se sabia que eu estava ali, mas ainda assim, despedi-me com um beijo... Aconcheguei-o e segurando as emoções saí do quarto. 
Fui ao encontro deles, que - por ser as suas primeiras vezes - ainda estavam demorados. Fiquei ali com eles, meio parva com o que vi quando entrei no quarto onde eles alimentavam os utentes! Ambos estavam com um cuidado, carinho e olhar que cativava e apaixonava qualquer pessoa... A larga maioria das pessoas "ditas normais" não percebe e não compreende como é fácil deixarmo-nos tocar por alguém que a única forma de interagir connosco é com um sorriso "babado"... Depois fomos ajudar de novo na sala e disponibilizarmo-nos a levá-los a passear, "ao bar" e ao jardim. Levamos 4 senhores em cadeiras de rodas, (pois a I. entretanto juntou-se a nós) e ainda o Sr. R. que podia querer fugir a qualquer momento (medo!). 
Foi uma aventura louca: desorientámo-nos nos túneis, andámos perdidos e... rimos até não puder mais. Os utentes às vezes surpreendiam-nos com algumas palavras, coisas simples mas com muita graça. Esta, foi a segunda vez que chorei a rir naquele dia!!! Só naquele pedacinho de tempo já se sentia a paixão. Havia no ar uma crescente amizade entre nós e os utentes e as coisas fluíam quase naturalmente... Até ajudei um sr. a fumar!!! Em 30 anos de vida, sentia-me a fumar pela primeira vez... Ao voltarmos à unidade, apercebemo-nos havia um pequeno contratempo, o Sr. A. tinha-se urinado (e não só) todo! Levei-o à casa de banho e ajudei-o. Sim fi-lo com a maior das naturalidades!!! Entretanto o E. estava a mudar uma fralda, ao que nós as 3 assistimos do corredor... E também ali no corredor íamos tendo algumas "curtas" conversas com os utentes!


Foi alí que o Sr. Z. nos abordou, cumprimentou e falou para o E.: "Eu sou um cavalheiro, sabia?". E era mesmo, ou melhor, era quando a doença o permitia ser! A I. foi convidada a ir conhecer o seu quarto e nós fomos com ela. Ele não se importou, conversou connosco e ficou feliz, tão feliz que com a sua "Polaroid" nos tirou umas fotos, que depois nos ofereceu... "Que querido!". Um querido, com uma conversa tão querida, tão meiga, tão normal, tão aparentemente lúcida, que até duvidámos da sua "doença". Afinal, era apenas um velhinho querido... Querido e danado, que entretanto me faz um desabafo familiar seguido de um grande convite indecente. Claro que foi a risada total de novo!!! E com esta conversa tão pouco inocente acabamos por ir lanchar e partilhar aventuras... Nessa altura comecei a perceber algo, já estavamos todos "apanhados". Estavamos a ser cativados, a deixarmo-nos tocar, apaixonar... 
Depois, alguns tiveram que se ausentar, para outros deu para verem o jogo de futebol (o que é fixe, pois assim já havia assunto para falar ao jantar com alguns utentes!) e eu aproveitei para dormir uns 40 minutos. O tempo livre também é importante! Ajuda a partilharmos experiencias e a assimilar as coisas com alguma tranquilidade.
Os jantares - pelo menos em Sto Agostinho - foram agitados. O Z. já estava diferente, alterado mesmo! O Sr. N. gritava muito, o Sr. A. estava feliz porque tinha comido "duas. duas vezes", o A. estava com fome (estava sempre!) e a algazarra era total!!! Ajudamos a dar o jantar a muitos utentes alí mesmo no espaço das refeições... E assistiamos as 4 (a C. também foi connosco desta vez!) a toda uma loucura que até aí não tinhamos visto! Um utente veio direito a mim, agarrou-me pelos pulsos e começou a bater-se... tentei ao máximo que não se magoasse. Fiquei calma e no fim (quando conseguiram que me largasse) sorri-lhe. Entretanto o Z. chateou-se, irritou-se, a polaroid caíu ao chão, ele estava chateado, o Sr. N. gritava e a confusão era tanta que quando nos apercebemos o Z. apertava o pescoço ao Sr. N... Que cena!!! Então e o velhinho querido e cavalheiro, que era feito dele???
De seguida ajudamos a levar os utentes para os quartos, não os deitamos mas assistimos de novo a cenas muito "caricatas". Querem rir um pouco? E digo-o sem maldade, porque no momento me ri e vi apenas um homem numa situação muito engraçada. Não vi limitações, doenças, incapacidades... Ví o engraçado da coisa e um homem apenas, que para mim naquele momento já não era um simples borrão, era normal... Porque nós é que eramos diferentes dele!!! E, no fim, achei que era uma graça terminar a noite com aquela visão: imaginem um homem todo nú, deitado ao contrário na cama, de pernas para o ar a tentar literalmente acertar com os pés nos buracos das cuecas. (...) Risos!

Continua...

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Excessivamente Feliz

O título só podia ser este! E a verdade é a mais pura e genuína, estou sou excessivamente feliz e com o coração (e os olhos) a rebentar de sentimentos muito bons. Este será - de certeza - o post mais testamental deste blog. E, acreditem, vão sempre faltar palavras para descrever o quão bom foi este fim-de-semana... Foi Upside Down!


Não é novidade nenhuma para ninguém que tenho uma paixão enorme pelo "outro", sou apaixonada pelas pessoas e quando essas mesmas pessoas são um pouco "minhas" (minha família, minhas amigas, minhas crianças...) a coisa torna-se magnanimamente grandiosa! E, todos os que me acompanharam neste "louco" fim-de-semana são "meus". São grandes, especiais, brutais.
A ideia inicial era irmos para a Casa de Saúde do Telhal ao encontro das pessoas mais puras de coração que eu conheço. Mas este encontro veio a tornar-se algo muito maior que isso! E, muito sinceramente, fiquei imensamente surpreendida com tudo o que aconteceu nestes dois diazinhos...
Os desígnios de Deus, são de facto surpreendentes! No final desta "louca aventura" dei por mim a questionar como é possível, eu ainda não conhecer totalmente estes seres especiais que acompanho há 10 (dez!!!) anos e que levei para o Telhal? Isto no bom sentido, claro! É que me fizeram uma bonita surpresa: surpreenderam-me muito... e ensinaram-me muito também! Eu sabia que eles iam gostar, mas estava longe de imaginar que gostassem tanto, que se apaixonassem...
Mas vamos por partes...


Na sexta-feira chegamos, eles conheceram o Fernando Oliveira (uma grande, grande pessoa, com um coração enorme e com uma vida quase exclusivamente dedicada àquela grandiosa casa). Depois conheceram, a casa, os espaços, os corredores, os túneis... E nada de ver utentes! Alguns quando pisaram aquele espaço estavam hesitantes, nervosos, amedrontados... Mas, o facto da casa onde iamos ficar ter que abrir unicamente com um código ajudou a acalmar, e depois eles sabiam que não ia acontecer nada de mal pois eu não o deixaria! Ajudou também saberem que alguns amigos meus viriam dar uma ajudinha a segurar as pontas e a instabilidade que pudessem sentir...
Depois do jantar e de algum tempo livre, haviam pipocas e uma sessão de cinema à nossa espera! O filme, um épico que fazia todo o sentido: Patch Adams!!! Um filme muito apropriado que deixou todos muito derretidos... Terminamos a noite, madrugada dentro, com uma bonita oração. Rezamos pelos doentes, por todos os doentes que conhecíamos, pelos doentes daquela casa e pelo Pe Ricardo Neves em especial, de quem já falei aqui. Se há grupo que sabe o quanto vale uma oração, qual o puder da oração é este! E que assim seja sempre...
Depois comemos qualquer coisa e eles subiram para se deitarem, mas dormir estava complicado! Estavam excitados e, claro felizes! Eu tinha pensado e tinha que lhes preparar algumas surpresas para o acordar de sábado, mas o facto deles não adormecerem estava a complicar-me a vidinha. Mas para sete teimosos, nada como a minha teimosa pessoa, E, venci! Já o sol estava a nascer quando, finalmente, consegui ir colocar um narizinho de palhaço junto a cada um deles. Quem viu o filme percebe porquê, quem não viu, vale a pena ver...


E como o dia estava a nascer, não o quis desperdiçar e já não me deitei. Fiquei um pouco mais à conversa com a amiga T.V. sobre a vida e o destino/rumo de algumas coisas... Ás vezes queria muito que certas conversas fossem possíveis de mudar o mundo... 
Depois, foi altura de tomar um duche e dar inicio ao despertar ao som da música que puderam ouvir em cima. Tinham uma mensagem à espera deles,

Quem vai dizer o que é impossível?
Bem, eles esqueceram que este mundo continua girando…
E a cada novo dia, EU posso sentir uma mudança em tudo (…) Mas de algum modo eles permanecem os mesmos.
Eu quero (…)
Eu vou encontrar (…)

que nem todos (por causa do sono!) viram. Mas que todos fizeram questão de descobrir aos poucos! De seguida, tomamos o pequeno almoço e já na companhia do Fernando fizemos a oração da manhã diante do Santíssimo. Depois o Fernando apresentou-se mostrando o modo como se apaixonou inesperadamente por aquela casa e, claro ambientou-os de forma tocante a todas as coisas que iriam encontrar/ver/experimentar! Mostrou-lhes um borrão e ajudou-os a ver para lá desse borrão desmistificando todos os conceitos sobre os doentes mentais e apagando todas as imagens que eles podiam ter sobre essas mesmas PESSOAS. Mas, as palavras valem o que valem e pouco depois era tempo de irmos ao encontro dessas pessoas... E, claro! O medo não passa só porque nos disseram algo muito bonito, temos que ir ao encontro/confronto. E o nosso primeiro encontro foi tão bonito, genuíno e feliz... Aliás, não podia ser de outro modo! Logo à entrada, fomos tão bem acolhidos pelo o nosso querido "utente de boas vindas", o Deodato (único nome que revelarei porque não há quem conheça o Telhal, que não o conheça!) que o gelo começou a derreter com muita facilidade.
A manhã foi passada de unidade em unidade a conhecer as pessoas e depois tivemos que escolher onde ficar... Fomos para 4 unidades "Sto António", "Frei Júlio", "Sto Agostinho" e "São Rafael". As unidades são casas, todas muito especiais e diferentes, onde se encontram os utentes. O nosso almoço foi de expectativa e os inícios dos trabalhos uma "louca aventura" ou várias, vá...

Continua...

#23 - O que dizem de mim

O que de melhor já disseram de mim...

(...) grande parte da nossa entrega e hospitalidade se deve a ti, à pessoa especial que nos ensinou a ser Homens, pessoas verdadeiramente boas, felizes. (...) somos fruto de um amor e de um companheirismo onde eu não conheci em mais lado nenhum... (...) Tocas no coração do próximo de uma forma tão penetrante que me fez perceber o poder de uma palavra, de um toque. Obrigada Anem! Porque eu aprendi com os teus desafios, com as aventuras que preparaste para nós a SER EXCESSIVAMENTE FELIZ e a AMAR! (...)


Impossivel não chorar! (de excesso de felicidade, claro!) 

#21 - Por onde andam os meus pés?

Este fim-de-semana estive num local mágico... com pessoas especiais e excessivamente felizes!



Casa de Saúde do Telhal - um local apaixonante! 

Eu não sei se vais ouvir-me... Se estás ai ou não?

Diz muito do meu fim-de-semana...


Eu não sei se vais ouvir-me
Se estás ai ou não
Eu não sei se compreendes
Esta oração

Se eu p'ra ti sou uma estranha
Que o coração perdeu
É ao ver-te que eu pergunto
Se já foste como eu

Longe do mundo, perto de ti
Peço conforto de quem eu fugi
Perdida, esquecida eu oro aqui
Longe do mundo mas perto de ti

Peço conforto e nada mais
Na voz dos que sofrem padecem sinais
Vêm de longe e chegam por fim
Quem vai ouvi-los? Quem sofre assim?

Eu não sei se vais lembrar-te
De um coração tão só
Coração tão vagabundo
Que perde, chora, todos os dias

Longe do mundo mas perto de ti
Peço conforto de quem eu fugi
Venho de longe e chego por fim
Quem vai ouvir-me chamar assim
Perdida, esquecida, aqui ao orar
Longe do mundo mas perto de tiii...

domingo, 28 de junho de 2015

#25 Frase da Semana

Eu compartilharei este amor que eu encontro com todo mundo...
Eu não quero que este sentimento vá embora!


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Coisas que o destino quer...

Nos últimos tempos, tenho assumido "a alta voz" que posso cair, desabar...
 Mas que não irei pedir auxílio a quem me feriu uma vez.
E hoje assim será!


Chamem orgulho ou até coisas piores... 
Mas não volto a recorrer a quem não soube ser para mim aquilo que eu fui para ela. Felizmente, hoje o vento soprou mansinho, as águas mantiveram-se calmas e aquilo que parecia ser, ao longe, uma forte tempestade, foi apenas brisa leve e suave... 
Melhor assim. O destinho quis assim...
CB estou magoada! O meu ponto mais frágil foi atingido cruelmente e, por muito que as coisas se arranjem, nunca mais serão iguais. Pois um pano novo com um rasgão, ainda que leve um bom remendo muito bem feito e disfarçado, nunca mais será pano novo. Lamento...

Uma nova sensação...

A vida é mesmo "algo" maravilhosamente bom, nós seres humanos somos mesmo qualquer coisa de muito, muito especial, e a nossa eterna capacidade de adaptação a certas coisas é de facto um mistério que me fascina, maravilha e, simultâneamente, me aterroriza...
De todas as vezes que já me "espantei" com algo na vida, nenhuma foi tão marcante como esta nova sensação...
Não consigo descrever com palavras o que é isto, mas consigo ter a certeza que não foi mau. Muito pelo contrário, foi bom. Foi tão bom que não consegui ficar, nem um bocadinho triste. Mas devia? Sim. Acho que sim, acho que todos devíamos ficar tristes quando a nossa felicidade se encontra limitada...
Se calhar tudo isto é um sinal e algo melhor está por vir...

A pensar nisto...


#31 Conversas (com amor)

 - Nem imaginas o que estive a fazer agora mesmo...
(...)
 - Então e tu estás bem?
 - Sim estou. (...) É que ele fez tudo bem.
 - Foi politicamente correcto...
 - Pois, foi mais que isso! Não há nunca nada que me possa fazer dizer "por isto magoou-me e eu assim tenho um motivo..."


Resumindo, há mesmo pessoas que ficam marcadas na nossa vida para sempre...

Obrigada! =)


Esta é aquela palavra que, muitas vezes fica por dizer, de quem sentimos muito a falta, que nos é tão pouco dirigida nos momentos em que mais precisamos dela, aquela norma rara da boa educação. Mas é também, e felizmente!, a palavra que tantas vezes nos sabe bem ouvir, que nos enche os sentidos e o coração, que nos aquece a alma, que nos intensifica e engrandece como pessoas... 
Contudo, há coisas que não se agradecem: os sentimentos, as amizades, os gestos de carinho, respeito e amor, de gratidão... Não se agradecem porque fazem parte da vida! Pelo menos para mim, fazem. Se apoio uma amiga no pior momento da vida dela, é por livre vontade, porque quis e não "obrigada". Se dou um conselho a quem mo pede, se disponibilizo um ombro, o colo ou os ouvidos é isso mesmo, disponibilizei-me para tal, não fui "obrigada". Se quero estar com alguém neste ou naquele momento, é porque quero, não porque vou "obrigada".
Acredito que seja difícil de perceber, que não seja claro... Para mim, tudo o que faço de coração não necessita de ser agradecido, pelo menos não com esta palavra. Mas também não nego que às vezes sabe bem ouvir um "obrigada" sincero! Sou estranha? Sim, sou. 

Post dedicado ao "tolos" que me agradecem "coisas" nos últimos dias: T&J e JA. Gosto de vocês, não sou "obrigada" a fazê-lo, mas faço-o de coração... 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Só porque sim #12

O meu querido mês de Junho

Bem lá no inicio deste mês disse que este seria um mês de términos e recomeços, um mês tranquilo, um mês cheio de coisas mais calmas, menos "profissionais" e mais lúdicas. E foi verdade, este mês tem sido isso tudo e muito mais. Mas, contrariamente ao que eu tinha planeado não tem sido um mês com muito tempo livre.
Neste mês já terminaram as aulas, as notas do meu "ratinho" foram muito boas e amanhã renovaremos a matricula e o caminho faz-se, cada vez mais, para a frente. Entretanto também já terminou a catequese e tivemos o nosso habitual passeio. Este ano fui tudo diferente! O ano acabou debaixo de muita chuva (tal como começou!) e o passeio foi feito com um calor infernal, num local especial, com algumas aventuras inesperadas, mas que - apesar de tudo - agradou a malta mais nova.
Neste mês tem havido um montão de coisas para fazer, lugares onde ir, coisinhas marcadas que não pesam, que são (ou deveriam ser!) puro divertimento, alegria, festa, descontracção e alívio por estarmos quase, quase de férias. O calorzinho bom lá vai aparecendo, de vez em quando e tem havido assim umas tantas coisinhas boas...
Junho começou com uma notícia forte, que me fez pensar na vida e na importância que podemos ter na vida de determinadas pessoas. Não é por acaso que a vida nos leva até determinadas pessoas! Depois houve logo o Festival do Rock da terra que tão bem me tem recebido... Não foi o festival! Não foi o que todos estávamos à espera, mas dentro das possibilidades até correu razoavelmente bem. Só foi pena não estarem muitas pessoas e as despesas não se pagarem com ajudas e boa vontade!
Depois, porque a vida é injusta e, de quando em vez, me absorve com coisas menos boas quase que me esquecia de um aniversário importante. Sinto um peso grande por estar - muito - em falta com pessoas muito importantes na minha vida. Mas, felizmente os verdadeiros amigos compreendem tudo!
Este mês trouxe consigo os arraiais, os manjericos, as sardinhas assadas e os bons dos Santos Populares. Gosto muito de festinhas, convívios, animação e marchas, claro está! Acho que é algo tão nosso, tão popular, tão português e tão bonito. Este ano fui para Lisboa, não consegui ir à Avenida, mas estive num bairro simpático e acolhedor, a Mouraria e esteve-se bem. Depois, o conselho também organizou as suas marchas e tem sido giro ver (sim não marcho nada de nada!)... 
No passado domingo foi dia de descanso merecido e também de recompensar o "ratinho" pelos  resultados conseguidos nos estudos. Por isso fomos até ao Badoka Park passar o dia. Estivemos em contacto com muitos animais e acabou por se muito, muito divertido... Ele estava eufórico e feliz. E eu confesso que também...

 


Mas o mês ainda não findou e terá um término muito especial...

terça-feira, 23 de junho de 2015

Não gosto! #18

Que alguém me atire à cara qualquer coisa que me fez no passado (mais ou menos longíquo)... O "Ah e tal, mas eu fiz-te isto e aquilo..."; "quando precisaste eu estive lá!"; "não te esqueças que fui eu que...", enfim...


Não gosto! E fico triste! Muito triste mesmo!

Motivos: primeiro porque sou eternamente grata às pessoas que me ajudam e retribuo sempre em dobro a ajuda (embora haja coisas que não se agradeçem e/ou não têm preço e termo de comparação); segundo porque quando recorro a alguém é porque essa pessoa é um pedacinho especial para mim e por último porque eu própria era incapaz de fazer o mesmo a quem quer que fosse...
Desculpem o termo, mas eu preferia enterrar os dois pézinhos bem fundos na merd* a algum dia ter que dizer a um amigo que quando ele precisou eu estava do seu lado! Nunca lhe cobraria tal gesto... Se ajudo os outros, se estou do seu lado, se lhes faço algo é porque posso e quero. Por isso, NUNCA, lhes puderei atirar à cara o tempo que "gastei" com eles... 

#20 - Por onde andam os meus pés?

Neste mês de junho os meus pés andaram muito, muito... 
Nem sempre registei tudo mas, até à data, fica uma pequena amostra:

I Festival do Rock da Achada...
Santos Populares em Lisboa. A Mouraria é linda!!!
Badoka Park (com o sobrinho lá ao fundo!)
Badoka Park (entre amigos)

Amo a amizade :)

Há uns tempos atrás, já deixei por aqui a receita para ser possível manter comigo uma AMIZADE. Mas, ainda assim, parece que há quem não perceba! Às vezes penso se eu não deveria "alterar" os ingredientes da receita, mas rapidamente entro em conflito comigo mesma,  eu nunca aceitaria "estar" com alguém, partilhar a minha vida (é isso que os amigos fazem!) e conviver com uma pessoa sem o mínimo... Desculpem-me os que discordam!
Talvez por isso só possua uma mão muito fechada de verdadeiros e bons amigos. Daqueles que nada há a apontar! Se isso é mau? Triste? Infeliz? Não. Muito pelo contrário. Sei bem o quanto sou "exigente" na amizade, e isso faz-me ser imensamente feliz, porque se os tenho é porque são de verdade e para todo o sempre... 
E, o bom da história, é que ainda há espaço para muitos mais! Por isso apontem e disfrutem da receita.

#22- O que dizem de mim

Ontem à noite, num supermercado, enquanto falava de uma compra que fizera momentos antes...


"Para! Estás a ficar com os olhos super brilhantes!"


Felizmente tenho esta capacidade de ser transparente para as boas pessoas. E isso deixa-me feliz, um bocadinho mais feliz! Depois, dizer - porque é importante - o motivo dos meus olhinhos brilharem tanto assim: falava de um grupo de pessoas muito especial, os meus (para sempre) "meninos".

quarta-feira, 17 de junho de 2015

J.A. :)


O meu parvo preferido...

É a única pessoa de quem não guardo o mínimo ressentimento que seja! Será sempre uma pessoa especial e importante. Um amigo indescritível :). Uma pessoa do meu passado que por tudo, nunca houve, nem há nada a apontar... 
Talvez por isso sempre que o recordo, seja a sorrir!


Tia em desespero #11

Já se passaram dois meses desde a última vez que escrevi um post sobre o meu "ratinho grande"...
E, com estes dois meses, passaram também muitas e árduas horas de estudo, os testes globais, as provas aferição, as avaliações... E, ontem chegaram os resultados definitivos! PASSOU de ano! E passou com três 4, um 2 (a matemática*) e o resto com 3! Podia ter sido melhor! Se calhar podia. Mas, tinha tudo para ser muito pior!!! E a verdade é que estou feliz e agradecida pelo esforço que todos fizemos. Uma criança com o seu passado, com a história de vida que tem, com todas as suas dificuldades e limitações que consegue NUM ANO mudar totalmente o rumo das coisas, só pode estar feliz! E ele está. E eu também estou. Estamos todos! E, não sendo assim tão importante, ele ainda se pode orgulhar de não fazer parte das estatísticas que indicam a percentagem de reprovações nas provas de Português e Matemática. Ele fê-las com mérito e aproveitamento positivo!!!


Ontem (acho) ele dizia-me qualquer coisa do tipo "e nunca fui chamado ao senhor!" referindo-se ao director do colégio. E foi nesse momento, que eu percebi realmente aquela que foi a maior de todas as suas mudanças: o comportamento! O seu comportamento na escola (quer em tempo de aulas, quer fora) mudou para lá de muito, foi uma volta completa mesmo. É que não tem nada a ver! Na anterior escola os problemas eram constantes, os recados, participações e registos de ocorrências mais que muitos, as idas à direcção rotineiras e o descontrolo dos professores, funcionários e da própria direcção perante certas e determinadas situações já era mais do que evidente. Hoje tudo é tão diferente!!!
Se há quase um ano atrás eu estava receosa e apreensiva com referi aqui, hoje percebo que foi a melhor de todas as nossas decisões! A mudança era necessária, urgente e imperativa! O colégio é exigente, regrado, competitivo e até, talvez impulsionador de alguns valores menos bons, mas a verdade é que é eficiente no seu trabalho. Ali estuda-se e formam-se pessoas... Notei ainda diferença nos professores que se preocupam verdadeiramente com os alunos e o acompanhamento? Esse é garantido. Pessoalmente não temos (eu e o sobrinho) nada a apontar! Muito pelo contrário, a DT é uma pessoa impecável, 5 estrelas que o orientou, acalmou, incentivou e apoiou como ele nunca tinha sentido antes! E isso transmitiu-lhe segurança e vontade de ser capaz... Também tenho que admitir que a nossa 1.ª (e única!) conversa com o director do colégio foi decisiva para que tudo corresse bem.
Quando o inscrevi neste "admirável mundo novo" eu só queria que as coisas corressem bem, que o comportamento fosse positivo, que ele percebesse as regras... Nunca quis boas notas e contentava-me com um aluno fraquinho. Mas as coisas até aqui correram melhor do que planeado! O comportamento foi exemplar, sem uma queixa que fosse, e inclusivamente, houve problemas e desacatos na turma e ele não esteve envolvido! O objectivo estava cumprido!!! Mas depois ganhei como bónus, as notas teste, após teste... As notas foram quase sempre melhores do que seriam de esperar, subiu logo nos primeiros testes às negativas que tinha a todas as disciplinas no ano anterior, depois concluí com apenas 2 negativas o 1.º período (português e inglês), redobra o trabalho nessas disciplinas e consegue acabar o 2.º período sem negativas e no fim passa de ano com uma negativa alta e com um 4 a história e a ciências, duas disciplinas que dão trabalho! Que posso crer mais???
Posso crer muita coisa. E quero. Quero porque sou uma pessoa ambiciosa, exigente e altamente motivada pelo mérito. E, continuo a dizer, não o quero no quadro de honra, mas quero-o a melhorar constantemente, quero perder dias e noites a esforçar-me por fazer dele um miúdo feliz e, sobretudo, igual aos outros... E, sinceramente, já achei esta tarefa mais impossível!!! Hoje sou uma tia feliz e sem desespero nenhum no coração!!!


*A negativa a matemática tem duas causas graves: a 1.ª que me pesa muito no peito foi a data do último teste, em que eu pouco consegui estar/ajudar a estudar. A 2.ª a falta de bases vindas detrás.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Encontros imediatos

Sou uma pessoa que dá importância a muitas coisas. E, quando se vive a mil e muito à hora, sempre a correr e a saltitar sem nunca parar, sabe mesmo bem alguns encontros imediatos. Mesmo que breves...
Foi assim na sexta, em que literalmente no meio da confusão do transito de Lisboa, me encontrei (e apaixonei) pela marcha do Alto Pina, a grande vencedora das marchas de Lisboa deste ano.


E foi assim hoje... Do outro lado da porta pode sempre estar quem nós não esperamos! 

A frase da minha vida...


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Este tempo dá-me vontade de...

Dormir...


Chá e biscoitos... (ou qualquer outro tipo de doce!)


Dançar à chuva...


Reviver todo um passado feliz (à chuva!)


E tantas outras coisas mais...

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Os desígnios de Deus

Sei - porque sou uma mulher de fé - que os desígnios de Deus são insondáveis...
Mas sou humana e, como humana que sou, não consigo perceber certas coisas! A vida desarma-me tantas vezes... Ontem voltei a ficar sem chão. Que porra de vida! Eu queixo-me, reclamo, canso-me, corro, grito, vou à luta, insisto, desgasto-me... E nunca! Nunca, serei capaz de entender certas coisas? Certas doenças... Esta estúpida doença!


Um dia na minha vida, tive a graça (divina!) e a honra de me cruzar com este grande senhor. O Padre Ricardo Neves, foi sem dúvida, uma das pessoas que deixou em mim uma marca profunda. Não só pela pessoa fantástica que é, pelo sacerdote ímpar, pelas palavras que pude escutar da sua boca, mas sobretudo por aquilo que me disse em concreto, e que eu não esquecerei (nunca!) durante uma confissão. Estávamos numa casa especial para mim e ele, com toda a sua sabedoria, disse-me aquilo que eu precisava de ouvir, gerando em mim a MUDANÇA de que eu necessitava. O nosso encontro não foi "show off", foi tão genuíno, tão sem palavras... Ontem soube (sim, já soube tarde!) que está muito doente. Hoje estou triste! De lágrima a cair enquanto escrevo estas palavras... E com uma "vontade" enorme que ainda seja possível, que a força da oração mude o rumo, que aconteça um milagre...


Acredito mesmo que há pessoas passam na nossa vida por um motivo. Sei o motivo do nosso encontro e agradeço-lhe muito o facto de me ter ajudado. Gostava de puder retribuir! Vou e estou a rezar para que o nosso Deus seja clemente e compassivo...

segunda-feira, 1 de junho de 2015

A culpa é do tempo!

Hoje acordei carente, com vontade de ficar na cama e de lá ficar tempos findos, a necessitar de um aconchego quente, de um abracinho bom... Acordei saudosa... E a culpa é deste tempo, desta chuva miudinha imprevisível. Adoro a chuva. Mas esta, não devia vir molhar aquilo que eu já tinha esquecido porque já estava seco...

Saudades...