quarta-feira, 17 de junho de 2015

Tia em desespero #11

Já se passaram dois meses desde a última vez que escrevi um post sobre o meu "ratinho grande"...
E, com estes dois meses, passaram também muitas e árduas horas de estudo, os testes globais, as provas aferição, as avaliações... E, ontem chegaram os resultados definitivos! PASSOU de ano! E passou com três 4, um 2 (a matemática*) e o resto com 3! Podia ter sido melhor! Se calhar podia. Mas, tinha tudo para ser muito pior!!! E a verdade é que estou feliz e agradecida pelo esforço que todos fizemos. Uma criança com o seu passado, com a história de vida que tem, com todas as suas dificuldades e limitações que consegue NUM ANO mudar totalmente o rumo das coisas, só pode estar feliz! E ele está. E eu também estou. Estamos todos! E, não sendo assim tão importante, ele ainda se pode orgulhar de não fazer parte das estatísticas que indicam a percentagem de reprovações nas provas de Português e Matemática. Ele fê-las com mérito e aproveitamento positivo!!!


Ontem (acho) ele dizia-me qualquer coisa do tipo "e nunca fui chamado ao senhor!" referindo-se ao director do colégio. E foi nesse momento, que eu percebi realmente aquela que foi a maior de todas as suas mudanças: o comportamento! O seu comportamento na escola (quer em tempo de aulas, quer fora) mudou para lá de muito, foi uma volta completa mesmo. É que não tem nada a ver! Na anterior escola os problemas eram constantes, os recados, participações e registos de ocorrências mais que muitos, as idas à direcção rotineiras e o descontrolo dos professores, funcionários e da própria direcção perante certas e determinadas situações já era mais do que evidente. Hoje tudo é tão diferente!!!
Se há quase um ano atrás eu estava receosa e apreensiva com referi aqui, hoje percebo que foi a melhor de todas as nossas decisões! A mudança era necessária, urgente e imperativa! O colégio é exigente, regrado, competitivo e até, talvez impulsionador de alguns valores menos bons, mas a verdade é que é eficiente no seu trabalho. Ali estuda-se e formam-se pessoas... Notei ainda diferença nos professores que se preocupam verdadeiramente com os alunos e o acompanhamento? Esse é garantido. Pessoalmente não temos (eu e o sobrinho) nada a apontar! Muito pelo contrário, a DT é uma pessoa impecável, 5 estrelas que o orientou, acalmou, incentivou e apoiou como ele nunca tinha sentido antes! E isso transmitiu-lhe segurança e vontade de ser capaz... Também tenho que admitir que a nossa 1.ª (e única!) conversa com o director do colégio foi decisiva para que tudo corresse bem.
Quando o inscrevi neste "admirável mundo novo" eu só queria que as coisas corressem bem, que o comportamento fosse positivo, que ele percebesse as regras... Nunca quis boas notas e contentava-me com um aluno fraquinho. Mas as coisas até aqui correram melhor do que planeado! O comportamento foi exemplar, sem uma queixa que fosse, e inclusivamente, houve problemas e desacatos na turma e ele não esteve envolvido! O objectivo estava cumprido!!! Mas depois ganhei como bónus, as notas teste, após teste... As notas foram quase sempre melhores do que seriam de esperar, subiu logo nos primeiros testes às negativas que tinha a todas as disciplinas no ano anterior, depois concluí com apenas 2 negativas o 1.º período (português e inglês), redobra o trabalho nessas disciplinas e consegue acabar o 2.º período sem negativas e no fim passa de ano com uma negativa alta e com um 4 a história e a ciências, duas disciplinas que dão trabalho! Que posso crer mais???
Posso crer muita coisa. E quero. Quero porque sou uma pessoa ambiciosa, exigente e altamente motivada pelo mérito. E, continuo a dizer, não o quero no quadro de honra, mas quero-o a melhorar constantemente, quero perder dias e noites a esforçar-me por fazer dele um miúdo feliz e, sobretudo, igual aos outros... E, sinceramente, já achei esta tarefa mais impossível!!! Hoje sou uma tia feliz e sem desespero nenhum no coração!!!


*A negativa a matemática tem duas causas graves: a 1.ª que me pesa muito no peito foi a data do último teste, em que eu pouco consegui estar/ajudar a estudar. A 2.ª a falta de bases vindas detrás.

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