quarta-feira, 1 de julho de 2015

Excessivamente Feliz - 3.ª Parte

O dia estava perto do fim e que dia este! Tanta coisa, tantos rostos, tantas pessoas novas que haviam tocado no nosso coração e que agora para sempre ficariam na nossa memória...
O jantar, na casa Ricardo Pampuri, foi uma diversão, partilhamos as nossas muitas aventuras, o que nos disseram, relembramos histórias e risos, reproduzimos sons... Enfim, jantamos em verdadeiro espírito de família! O G. entretanto não conseguia comer com as nossas partilhas mais detalhadas e conversas sem pudor em relação ao que vimos ao longo do dia. Então abrandamos um pouco o ritmo... Entretanto chegou alguém. Estranho. O que traziam? Ao que vinham? Quem eram? Surpresa!!! Era mais uma das muitas surpresas :)
O jantar acabou e a T.V. teve que ir embora. Nós ficamos e ainda havia tanto por fazer: limpar a cozinha, arrumar alguns espaços e claro eu tinha algo preparado para a noite... E havia balões, certo?!
Já não era muito cedo. Mas, quando tudo estava pronto para iniciarmos a oração/actividade da noite, recebi uma mensagem: "estamos a chegar :)"... O quê? Surpresa!!! O T. e o E. voltaram para passar a noite connosco... E foram uma excelente ajuda e companhia!


A noite começou junto do Santíssimo. Foi-lhes pedido que levassem qualquer coisa para simbolizar as suas caminhadas cristãs, enquanto igreja e enquanto grupo... E na simplicidade da oração, todos partilharam o que trouxeram, porquê que o trouxeram, o que era um pouco do seu caminho... Depois o caminho estava iniciado e pedi-lhes que confiassem, mais uma vez em mim. Vendei-lhes os olhos e fizemos um caminho para recordar um pouco do caminho feito, caminho esse orientado pelos seus sentidos. Na primeira paragem (audição) ouviram a música do encontro, algumas frases/vozes dos próprios e/ou de pessoas que se cruzaram com o grupo, o vídeo que eles construíram este ano para o festival e a música que levaram a palco... Depois partilhamos o que sentiram. E voltaram a ser vendados. (Nisto os três amigos J., T. e E. foram a ajuda perfeita!)
A segunda paragem (tacto) foi mais inquietante, pois pelo caminho as emoções foram crescendo, pisaram outros tipos de pisos (alcatrão, relva e pedrinhas) e foram levados a um topo que tinham que descer sem perceberem que tinham acabado de subir. Foi giro de ver reacções e o modo como se agarravam a mim! Confiança ao limite... Depois com as suas mãos tocaram na terra! A mesma terra onde pertencem! De seguida, em algodão molhado para lembrar a experiência dos feijões no 1.º ano da catequese e por fim foram convidados a dar um abraço numa manta, sinal de aconchego e protecção tal como Jesus e Maria o são nas suas vidas. Voltamos a conversar um pouco e foram de novo vendados...
Na terceira paragem (paladar) comeram do pão e do vinho... e dos biscoitos da minha mãe. Associando-os os sabores às pessoas que os acompanharam sempre ao longo do caminho: Jesus e Eu! Contudo, havia tantas outras pessoas, tantos outros sabores que podiam ter saboreado, mas achei que estas bastavam... Voltamos a repetir o procedimento e na quarta paragem (olfacto) tinham que descobrir pelo cheiro quem estava junto deles... Era um amigo, alguém que caminhou com eles mas se não fossem alguns risos e palavras, alguns não chegavam lá! Voltamos a conversar um pouco e foram de novo vendados... Faltava apenas VER...
Na quinta e última paragem, eles não conseguiram reconhecer que caminhavam de novo para junto de Jesus, mas era verdade. A capela estava às escuras, somente com balões luminosos a esperar por eles. Foram convidados a tirar as vendas e a ver a luz que cada um deles tinha junto de si (o balão)! Estes balões luminosos tinham um duplo sentido, primeiro Jesus é a nossa luz, que está sempre connosco, mas que brilha mais no escuro... e não precisamos de estar vendados para não o vermos! Depois porque cada um deles é convidado a ser uma pequenina luz no escuro e a elevar essa luz cada vez mais alto... Por isso terminamos na rua a largar os balões ao muito vento! Foi bonito ver a reacção deles ao verem os balões, foi bonito largarmos os balões na noite e foi sentido o "abracinho" conjunto que demos no final! Afinal somos um só, todos peças de uma JENGA onde ninguém pode faltar (nem mesmo os que chegam, no caso do T. e do E., pela primeira vez.)


Depois a noite foi, de novo tempo de convívio, conversas, jogos, batotas e risos... Os mais velhos arrumaram a cozinha de novo, colocamos a mesa para o pequeno almoço e também subimos ao quarto. Onde não voltou a não ser fácil adormecer... Mas desta vez todos descansamos mais...

Ah!!! Continua... 

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