quarta-feira, 1 de julho de 2015

Excessivamente Feliz - As conclusões

O Estar de coração cheio

Nós temos 2 olhos, 2 orelhas, 2 ouvidos, 2 braços, 2 pernas, 2 pés, 2 pulmões, 2 rins… Mas porque motivo só temos um coração?
 - Porque a nossa missão é encontrar o outro.
Deus fez-nos com um só coração para que possamos encontrar o próximo,
pois para partilhar é preciso o outro,
para evangelizar é preciso o outro,
para conversar é preciso o outro,
para ajudar é preciso o outro,
para abraçar é preciso o outro…
Deus não nos quer sozinhos!
Por isso o coração do homem só está feliz, quando está junto do outro.
E, mesmo que o nosso coração fique ferido,
devemos sempre dá-lo ao outro,
pois só assim o nosso coração fica alegre, feliz e tranquilo.

"Upside Down" (nome do nosso encontro) seria então a forma como todos nós passaríamos a ver o mundo!!! Isso foi-lhes explicado ao longo do encontro... Mas a questão agora era a seguinte:

O que neste momento enche o teu coração?

Para avaliar o encontro entreguei, a cada um deles, um balão em forma de coração e convidei a encher cada um o seu balão e a partilhar a resposta àquela questão. Surpreendente! Todos estavam felizes e apaixonados... Com uma vontade enorme de voltar (ou seria de não sair?) e com a certeza de que aprenderam a ver o outro de um modo totalmente diferente.
Já lhes disse pessoalmente que me surpreenderam muito, que eu não esperava que eles se apaixonassem com tanta intensidade por aquelas pessoas, aqueles rostos, aqueles toques... Eu estava de coração a rebentar e, mais uma vez a controlar as lágrimas. Foi tão bonito vê-los avaliar o encontro e perceber que todos perceberam a ideia do encontro: ver no irmão que sofre o rosto de um Jesus que os ama e caminha com eles. 
Eles conseguiram dar-se, entregar-se sem reservas, sem o medo normal do inicio, sem verem um doente mental em cada pessoa. Aprenderam a ver o mundo de "pernas para o ar", a ver para lá do borrão, ver as pessoas sem borrão! E eu só posso agradecer a Deus a felicidade que é acompanhar miúdos (de 16/17 anos) assim...


Tenho que realçar que a avaliação da I. me impressionou muito. Ela não tinha palavras, tudo nela tinha mudado, as ideias que tinha, os medos, o receio de não ser capaz... tudo estava diferente! Ela tinha construído uma ideia e depois tudo era diferente. Eles eram "normais"! E que bonito que é uma miúda conseguir olhar para uma "pessoa com doença mental" como se ela nada tivesse... Boa I.!!! Um dia serás uma grande médica!!!
Na minha própria avaliação voltei a realçar a surpresa que tive ao perceber que rapidamente se deixaram contagiar/apaixonar pela hospitalidade! E claro, não podia  deixar de referir aquilo que mais me impressionou, que foram as horas das refeições, a primeira principalmente. A forma como alimentavam os utentes era diferente! Havia amor, havia cuidado, haviam sorrisos, havia alma e sentimento...


A conclusão deste encontro eu tirei-a nos sorrisos, nas lágrimas, nos gestos, nos toques, nos olhares, no serviço, na hospitalidade, na entrega e no modo como vivemos estes dois dias! Foi muito bom! A minha melhor ida ao Telhal que, claro, só podia ser com o melhor grupo de sempre: JENGA!!!

Sem comentários:

Enviar um comentário