sexta-feira, 15 de julho de 2016

Sobre o (atentado) ontem, o hoje e o amanhã...


Ontem foi um dia triste! O que aconteceu ontem em Nice é devastador, algo tão estranho, cruel e despropositado como imprevisível! Não tenho palavras e arrepio-me sempre que penso no que ali aconteceu... Não consigo sequer imaginar, nem quero!
Hoje é um dia difícil de gerir, são muitas as tristes notícias, os olhares de medo, as incertezas...
Amanhã será sempre aquele dia imprevisível, o dia que não dominaremos, que não conhecemos e onde nos pode acontecer qualquer coisa. Medo!

Estou a 8 dias de partir, com 11 miúdos à minha responsabilidade, para a Polónia. Vamos de avião, vamos muitos, vamos para junto de muitos outros jovens e tudo isto - a 8 dias de partirmos! - deixa-me com um nó no estomago, um aperto no peito, uma respiração suspensa entre a incerteza, a fé, a segurança e o medo...

segunda-feira, 11 de julho de 2016

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Uma vida de sorrisos tolos!

Há coisas, pessoas, momentos, lugares, palavras, gestos, toques... que valem mais do que tudo na vida! Gosto das coisas simples da vida e de dar valor ao que me enche o coração...
Quantas vezes buscamos as coisas mais certas da vida, aquilo que é politicamente o correto, a segurança e a estabilidade, a certeza de que "isto ou aquilo" é o melhor para mim/nós... E depois vivemos com o peso de não estarmos totalmente bem connosco e com o mundo, sentimo-nos incompletos, acorrentados a um vida pequenina, com a extrema necessidade de algo mais... Falta-nos a espontaneidade de sorrir tolamente só porque sim, ou porque nos recordamos de certas coisas, pessoas, momentos, lugares, palavras, gestos, toques (...) que nos marcaram ou ainda simplesmente só porque nos apetece. E ponto. O mundo tirou-nos a liberdade de puder andar descalça, de dançar à chuva, de abrir os braços ao vento, de gritar bem alto, de fazer por ser feliz a cada instante...
Prefiro um bilião de vezes não ter o correto e puder/saber sorrir tolamente! Prefiro ter uma vida de sorrisos tolos, a ter uma sobrevivência sem sorrir!  
A vida - a minha vida - é tão mais feliz quando acordo [como hoje] de sorriso tolo na cara...


#54 Frase da Semana


quinta-feira, 7 de julho de 2016

A falta das palavras em mim!

Ontem, dei por mim no meio da rua, a desejar escrever... Mais, escrever aqui. E, ao bater-me no peito essa gigantesca vontade, senti tanta, mas tanta saudade... Saudade de dizer tudo o que quero, o que me passa pela alma e pelo coração, E, sobretudo, de não conter nada, de não calar, de não guardar só para mim momentos, emoções e sentimentos... Sinto a falta das palavras em mim! De as escrever, mas também de as ter por perto em palavras verbalizadas, em verdades ditas à claras, sem meios termos, em gestos concretos, em toques sentidos, em partilhas de quem dá mais do que aquilo que preenche os dias vãos.
Não sei muito bem como, de que modo, com que frequência, mas retomarei às palavras, às palavras soltas, às palavras que dão vida, cor e sabor à vida, às palavras que dizem tanto e tão pouco de mim e dos meus, às palavras que me fazem esquecer e ser quem sou, às palavras que me fazem sorrir, sonhar, descobrir, verbalizar...
Retomarei às palavras que no fundo me fazem feliz! Porque, se aos poucos, eu for abandonando tudo aquilo que me faz feliz, que sentido fará continuar por aqui? E as palavras, sobretudo - estas - fazem-me um pouquinho mais feliz...

terça-feira, 5 de julho de 2016

#36 Conversas

 - Tás boa?
 - Sim J.!!! (com o maior dos sorrisos sem ser forçado)
 - Podes aturar-me uns minutinhos?

E continuo a sorrir...

 - Já viste estou todo sujo. Tenho a camisa suja...
 - Oh J. por uma questão de educação e respeito não posso chamar-lhe um nome (ainda que fofinho!) 
 - Ah mas podes dizer, eu sou mesmo um badalhoco!

quarta-feira, 15 de junho de 2016

A vida sem pasta de açúcar...

Infelizmente a vida não é só bolos e bolinhos. Muito pelo contrário!
Nestes últimos meses, a vida tem sido tudo menos doce, como os meus bolos... Mas, continuo a acreditar (embora com menos fé!) que se Deus me pede tanto é porque me tem destinada a grandes coisas. Coisas que eu ainda não alcancei, nem compreendi...
Contudo, não posso negar que muito me tem valido, nestes últimos tempos, o consolo e amparo de alguns amigos, as conversas longas ao telemóvel com o melhor amigo, o colo e os abraços daqueles que me querem bem e conhecem de verdade e a certeza de que a vida é bem mais fácil quando temos uma mão cheia de amigos de verdade... Obrigada!!! (Obrigada TM, JA, TV, PJ)
Desde Janeiro que a vida se renova a cada dia com muito peso, dramas e preocupações. Em tons cinza escuro trovada, dou pinceladas soltas na tela borrada que é a minha vida. Aceito, embora com breves certezas, que depois da tempestade vem a bonança... Por isso, resta-me esperar? Mas, ainda assim, há que lutar para que este viver seja um pouco mais do que sobreviver!
Não sou de me lamentar e quero tudo menos parecer a coitadinha. Aliás, "coitadinha" é aquela que se resigna a sofrer. E eu gosto de ver o lado positivo de todas as aprendizagens desta vida! Mas, há dias e dias, situações e situações, e a vida tem sido mais do que muito complicada... Ufa!!! Não é de todo fácil suportar, dia após dia, o cansado de uma mãe que já carrega o excesso de peso da idade e das inúmeras adversidades da vida... a segunda separação na família... a intermitência da presença e ausência do sobrinho mais novo... as crises do sobrinho adolescente... a distância injusta da única sobrinha... o afastamento do irmão mais presente... as pessoas estúpidas com quem me cruzo de quando em vez e a sua agressividade... e - a parte menos visivel - a gestão ingrata de conflitos entre o meu eu crente, cheio de fé e esperança e o meu eu descrente perante tudo o que tem acontecido nestes últimos meses... Carambam estou tão cansada! Só isso...

Uma vaca feliz, duas vacas felizes...

Há anúncios muito giros e este está engraçadíssimo... Ao inicio não achei lá muita piada, mas agora de vez em quando ando a cantarolar: "Uma vaca feliz, duas vacas felizes..."


terça-feira, 24 de maio de 2016

Bolos e Bolinhos #10

E porque a aventura dos bolos continua...


Este fiz-de-semana foi tempo de bolinho e muita pasta de açúcar! Acho que agora que tomei gosto já não paro de os fazer. :)
O meu irmão diz que devia vender. Mas, gosto de dedicar todo o meu carinho no bolo, pensando nas pessoas que o vão ver e comer, gosto de fazer cada bonequinho (se bem que este foi um bonecão!) pensando no detalhe e na pessoa a quem se destina, gosto de dedicar tempo, atenção e mimo naquilo que faço e... ao vender não há preço possível para isso! Não há dinheiro que pague o trabalho e o gosto com que faço as coisas...
Muitos dizem-me que tenho muito jeito. Pois, tenho algum e eu cá gosto de tudo o que faço, claro! Sou demasiado perfeccionista e, se faço é para ficar "bonitinho"! E, sem falsas modéstias, acho que há por aí quem tenho muito mais jeito que eu. Por isso e porque é apenas - mais uma coisa - que gosto muito de fazer não me tornarei profissional, nem nada que se pareça!
Deliciem-se tanto como eu com as imagens deste Mega Bolo: 10 kg de Pão-de-ló recheado com doce de ovo (que não fui eu que fiz!), 1 kg de creme manteiga, 4 kg de pasta de açúcar branco e mais de 1,5 kg de pasta azul e restantes cores... 





Este braço, não está perfeito! Por amadorismo aconteceu qualquer coisa que o fez ter aquelas manchas brancas. Mas em compensação amo o pormenor do rabinho e do laço do babete...



Obrigada à amiga T.V. pelo pedido e por ter acreditado desde o início de que eu era capaz, mesmo comigo a dizer que talvez não fosse ficar nada de jeito, e que o Mikey ira ficar estranho e maneta (fazer mãos não é nada fácil!) e tudo e tudo... Mega Obrigada!!! Adorei fazer o Mikey bebé!!! 

terça-feira, 17 de maio de 2016

Olha o que eu fiz para este natal #2

Já estamos quase a pensar no próximo e a verdade é que eu ainda não mostrei algumas das prendinhas que fiz para oferecer neste último natal (ano 2015!!!)... Por isso mesmo e porque o Natal é quando o homem quiser, acho que hoje vou mostrar-vos as ditas prendas. Sim?

Uma agenda para uma amiga que AMA vermelho

(a agenda aberta)
 E isto o que é mesmo?

Um "porta post-its" para levar na mala...

Ficou mesmo giro!

E este (para a lista das compras!) é para colocar na porta do figorifico pois tem imam

E um presépio que adorei fazer e que ficou mesmo Lindo!

E este ano quero fazer um igual para mim!

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Bolos e Bolinhos #9

E hoje passo para mostrar mais um bolinho, feito por mim...



Desta vez aventurei-me a pintar a pasta de açúcar, e não custa nada! 



Muito em breve irei fazer outro! Por isso é só aguardarem...

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Lá fora chove (parte XIV)

Tenho sentido saudades de escrever por aqui...


E, neste novo dia de chuva, achei que este era o melhor tema para [quem sabe?] retomar as minhas palavras soltas... Estou como o tempo, instável.
Admito para mim mesma que a chuva já começa a ser demais. As nuvens cinza são chatas, os tons escuros já fartam e as saudades do sol e do tempo simpático já são muitas...
Lá fora chove - de novo! - e, nesta fase mais "carente" dos meus dias, por longos instantes dou por mim a desejar que a chuva se prolongue... Eu disse que estava instável, sem saber se desejo o sol ou a chuva.
Quem ama a chuva, sabe que não há tempestade que não traga bonança... Por isso aguardo por ela, aguardo por ti... E tomara que seja assim em tudo na vida!

quarta-feira, 30 de março de 2016

Bolos e Bolinhos #8

Ando a mil, com pouco tempo livre e rara inspiração para escrever, por isso a ausência...
Contudo, neste atípico fim-de-semana de Páscoa, por entre a medicação (sim, estou de novo doente!), muitos compromissos e as celebrações, dediquei-me àquele que é o meu primeiro bolo em pasta de açúcar a 3D!!! E quem melhor para o merecer do que a minha sobrinha do coração?
Adorei fazê-lo confesso! E só pela gargalhada boa que ela deitou para o bolo e a sua alegria valeu a pena... Verdade seja dita, só por ela é que me inspiro e animo para fazer estas coisas... Porque há pessoas que são muito, são tudo na minha vida! E esta princezinha mereceu este bolo que é, sem dúvida!, o primeiro de muitos...








terça-feira, 15 de março de 2016

Ver com olhos de criança


Em adultos, muitas vezes, perde-se a capacidade de ver o essencial...
Não ver a diferença é muito bonito!

sábado, 12 de março de 2016

Olha já faz 2 anos!

E continuas a ser o mesmo na minha vida! Mais distante, menos possível de estar presente fisicamente, mas o mesmo: o amigo ímpar e o meu parvo preferido... Para sempre!


Na realidade não são só 2 anos são muitos mais... Tantos que já não sei contar... 12? 13?  Nunca soube ao certo porque surgiste sem eu estar a contar. E ainda bem!!! 
Não sei quanto tempo tem a nossa amizade, mas poderia ser desde sempre... Eu tenho-te em mim, como se assim fosse...

sexta-feira, 4 de março de 2016

#18 - Em Oração

«Senhor, 
se uma criança de leite 
fosse abandonada pela sua mãe, 
lançada na lama, 
que coisa poderia fazer? 
Se as bestas, as moscas, 
as serpentes 
viessem mordê-la, 
não poderia defender-se; 
morreria de fome, de sede… 
Senhor, os meus pecados 
atraíram-me todos estes males. 
Sou como aquela criança. 
Mas Tu és o meu Pai; 
tem piedade de mim; 
sou a obra das Tuas mãos…» 

Santa Maria de Jesus Crucificado | 1846 - 1878 
Elevações Espirituais, 20

terça-feira, 1 de março de 2016

A história já tem 17 anos...

Há 17 anos tornei-me uma mulher!
Recordo o dia 1 de março de 1999 como se tivesse acontecido há instantes, recordo que nesse dia tive poucas aulas e que tive uma hora de almoço enorme... Recordo-me perfeitamente de ter vindo a casa almoçar "uma sopa", de te dar uma sopa e ajudar-te a respirar... Recordo-me de te ter visto assim pela última vez: deitado na cama e com muita dificuldade para respirar. Numa tentativa de te ajudar, esfreguei-te vicks no peito e saí do quarto...
Depois, tudo o que recordo desse dia é estranho e de sabores disformes. Recordo que foram muitos e diferentes os sentimentos: a pena no olhar das pessoas, a raiva por me estarem a olhar "com pena", a coragem que quis ter, a forca que fui buscar não sei bem onde, as dúvidas e as incertezas, a protecção de um ou dois "adultos", os abraços das pessoas que de facto gostavam de mim, o conforto de algumas presenças e o medo... Na altura sabia tão pouco sobre a vida! Mas, sabia que naquele dia "algo" mudaria o rumo das coisas. Soube-o Logo!
Lembro-me que voltei para a escola, após o "nosso" último almoço, para ter mais uma ou duas aulas. Já ia preocupada e quando regressei - recordo-o nitidamente - tudo já estava diferente! Ninguém me disse por palavras o que te tinha acontecido, mas eu soube-o muito rapidamente... Soube-o assim que cheguei ao inicio da rua, soube-o quando vi a ambulância, soube-o porque as pessoas mo disseram pelos olhares de pena "pela coitadinha...", soube-o quando ao subir as nossas escadas os bombeiros me abalroaram, soube-o quando o R. saiu rua fora a chorar, revoltado e completamente perdido, soube-o na frustração do Dr.º R., soube-o quando cheguei junto da mãe... Tu, já não estavas connosco, já não voltei a ver os teus olhos azuis, a ouvir a tua voz, a ver-te andar rabugento pela casa... Naquela tarde, tudo tinha mudado! Há 17 anos atrás, tu morrias. E, numa muito estranha 2.ª feira, o primeiro dia do mês de março, um dia que não consegui nunca mais esquecer, tu simplesmente partias. Partias e ficava a certeza de que tudo mudara...

Naquele dia, tornei-me mulher! Deixei de ser menina, a tua menina, "a loirinha"...
Naquele dia e, também nos dias antes eu tinha enfrentado tanta coisa: o acidente da mãe, a sua ausência em casa, o modo como não conseguias lidar com isso, a tua desistência pela vida, os comprimidos que não tomavas, as inúmeras coisas que havia para fazer numa casa cheia, com o seu pilar doente... Tinha na altura 14 anos e uma força monstruosa! Fiz tudo o que era suposto uma menina daquela idade fazer, ajudei no pude e, sobretudo, não atrapalhei... Recordo-me do cansaço e de ter sono!
Depois... Depois, veio - aos poucos... - a parte mais difícil: fazer o luto, suportar as ausências, ver o vazio, a falta do teu lugar na mesa, o lidar com as saudades, o sobreviver às primeiras datas importantes sem ti... Confesso que chorei muito às escondidas! Mas, porque estava a crescer e a tornar-me numa mulher forte e corajosa, superei com tempo (e algumas amizades!) a tua partida e por isso hoje falo abertamente deste dia, deste assunto, da tua partida... Já não doí, já não custa, já arrumei e aceitei as coisas....

Mas, a história já tem 17 anos... E hoje, ao passar mais um ano, e já não havendo os habituais fantasmas "dos porquês?", existem muitos "será?"...
Será, que a mulher que hoje sou, é a que tu imaginaste um dia? Será que tens orgulho em mim? Será que me vês, onde estás? Será que estás diferente? Será que nos vamos reencontrar? Será que nesse dia, vais mostrar-me o carinho que faltou?
Naquele dia, tornei-me mulher! Aos catorze anos foi necessário crescer, ganhar asas, concretizar sonhos, subir montanhas, ir para além do que até então era permitido... E, em 17 anos, fiz tantas coisas que sei que gostarias de ter visto! Das maiores alegrias que sei que gostarias de ter partihado comigo era a minha carta e o carro... Mas também fiz outras que, se não tivesses partido, eu não o faria. Por exemplo, no verão desse ano comecei a trabalhar e tu nunca permitirias que "a tua menina" o fizesse enquanto ainda estudava... E depois, há ainda tantas outras coisas, que sei que reprovas, que nunca serias capaz de autorizar...
Em 17 anos eu crescí muito, tomei desições, assumi riscos, conheci tantas e tantas pessoas, viagei tanto, vivi amores e desamores, mudei formas de estar, de ser e pensar...
Mas, será? Será que aprovas cada passo meu? Será que interferes de algum modo na minha vida? Será que me proteges quando preciso? Será que te surpreendo? Ou será que te desiludo?

Há 17 anos tornei-me mulher e hoje queria tanto puder voltar a ser criança, a ter 14 anos...
A história já tem 17 anos... o meu pai partiu faz hoje 17 anos!

Após 17 anos!


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

2016 será... - parte 1

A entrada neste ano de 2016 foi um pouco diferente. Passei-a, por opção, de forma tranquila e caseira. E foi bom! Diferente, mas bom... Estamos ainda a poucos dias do novo ano... (Sim! O que são 28 dias comparados com os 338 que estão por vir?) E, contrariamente à larga maioria das pessoas, e à semelhança dos anos anteriores, eu - aparentemente - ainda não tenho as minhas metas e planos definidos para este novo ano! Porquê? Porque a vida nem sempre nos corre de feição, porque tenho tido pouco tempo e muitas batalhas e, sobretudo porque lutar será o meu grande lema de 2016!!!