quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Sobre a chuva...


Um post dedicado a Ti ou um elogio à amizade!


Já escrevi por aqui inúmeros textos sobre mim, sobre os amigos, sobre ti e no fundo sobre a amizade, quer seja a nossa ou outra que se pareça... Mas, há momentos em que - sinto - só as palavras eternizam aquilo que, muitas vezes, não há tempo para fazer chegar de outro modo. 
Constatei, ao longo do tempo, que tenho a sorte de possuir na minha vida pessoas que são simplesmente únicas, pessoas insubstituíveis, maravilhosamente marcantes e eternas (mesmo que não seja em presença física)! Refiro-me a ti,"meu parvo preferido", às amigas e quase irmãs (são-o de coração!) TM e RE e a mais um ou outro amigo/a que fecha o rol de uma mão bem cheia de Pessoas Especiais para mim...
As pessoas mais especiais, mais importantes e mais "tudo" para mim surgiram assim "do nada", quando eu menos previa, sem dar por isso já estavam e, aos poucos, foram conquistado não só um lugar devagarinho, mas toda uma importância ímpar na minha vida. Essas pessoas (engraçado!) foram ficando comigo de forma simples e discreta, não vieram abanar e revolucionar, não se tornaram "unha com carne" de uma só vez, não marcam presença sempre e a todo o momento, não preencheram dias e dias comigo e, sobretudo, só comigo! Não ligam a toda a hora, não enviam dezenas de mensagens diárias (embora às vezes aconteça!), não estão só para ti! Essas pessoas simplesmente estão e são. 
Já o disse por aqui um milhão de vezes mas se há coisa que dou muito valor é mesmo à amizade. E, se há algo que nunca esqueço são os verdadeiros amigos. Independentemente do lugar, tempo ou espaço que ocupam ou ocuparam na minha vida, um verdadeiro A-M-I-G-O é para sempre! Não há distância, tempo ou espaço que separe! Por isso, e tendo em conta a dimensão de certas amizades na minha vida, às vezes sinto-me a pessoa mais feliz do mundo. Que bom que é ter a Nossa Amizade!
A Ti, escrevo-te, de novo, para reforçar que não serão as circunstâncias forçadas de duas vidas que dadas todas as adversidades não podem "estar juntas" que te apagam do meu coração, da minha história de vida e do meu viver... Podes até desaparecer, mas as marcas deixadas essas ficam para sempre... Simplesmente por que sim. Porque só nós dois sabemos bem a nossa história. E porque essa é a história da nossa amizade! 
Se no inicio eu não sabia que por ti e contigo iria viver tanta coisa, conhecer tanto, partilhar as nossas vidas límpidas, alterar conceitos, pensamentos, valores, modos agir e tanto mais que nem sei... Hoje e agora mais do que nunca sei que, passados treze ou catorze anos (quantos são mesmo?) tinha que ser! A minha vida não seria tão sorridente se não existisses! Só tu consegues domar a tristeza, a carência e cansaço e sobretudo fazer-me sorrir tolamente. O tempo que partilhámos foi e será sempre maioritariamente positivo e, apesar da nossa história não ser cor-de-rosa, sei que não foi em vão que nos conhecemos. E que todas as coisas acontecem por uma razão... Acredito que há sentimentos que só contigo fazia sentido serem vividos numa primeira vez, que só tu me podias ter dado a conhecer certas coisas, que "deixar de pensar" para simplesmente viver é algo que só faz sentido a teu lado e que só contigo posso ser louca e arriscar coisas que, até te conhecer, nunca me passariam pela cabeça. Só tu e ponto. Mas tudo isto pode ser triste? Não. Porque entre amigos é assim: as coisas boas superam as menos boas, as alegrias consolam as dores e tudo o mais que não compreendemos guardamos no local onde a nossa amizade não termina: no infinito do bom que é "estarmos juntos"! E depois? Depois, logo veremos... um dia... quem sabe...
Há coisas que não necessitam de ser escritas: Tu és uma pessoa especial! E, nestes anos todos (que não sei precisar!), posso ter perdido oportunidades, não te ter dado o devido valor ou espaço, posso ter dito e feito coisas menos boas e até ter-te magoado... Mas reconheço, com a transparência com que sempre me viste que, és mesmo muito importante, especial e único. De um modo, ou de outro és simplesmente, o amigo sempre presente, que me ouve e abraça nos momentos em que preciso... 
Recordarei sempre em mim um número incontável de conversas, murmúrios "intimamente partilhadas em jeito de segredo", tantas e tantas coisas que ficam só entre nós dois, coisas próprias de uma amizade única, só nossa e para lá de impossível de se repetir... Recordarei não só conversas mas tudo o mais que conseguimos partilhar: os segredos, os momentos que são só nossos, a amizade inimaginável, as noites perdidas em busca do caminho certo para o mesmo restaurante de sempre, os dias de aniversário que não foram partilhados, a inquietude de mensagens trocadas, as apostas e as muitas dívidas (as saldadas, as perdoadas e até as esquecidas...), os encontros e desencontros numa impossibilidade que me consome por não haver tempo que baste para esta nossa amizade...  
Recordo-te muitas vezes (tal como acontece com todos aqueles amigos e amigas que amo de coração) e, quando a distância aumenta e a saudade dilacera o peito fica a certeza que o tempo passado juntos foi e é sempre muito bom. E que, na próxima vez, assim será...  
Talvez por não estar muito habituada, não imaginei nunca que a minha vida pudesse ser preenchida por amizades que se eternizam no tempo... Tu, sem qualquer dúvida, és uma dessas amizades, um Amigo que foi permanecendo ao longo de tanto tempo e que hoje não creio que possa sumir da minha vida... Não me parece fazer sentido. Tu estás e vais estar sempre... Até quando permanecerás do mesmo modo que estás hoje? Não sei, logo veremos... um dia... quem sabe...
Tu, conheces-me bem, quase em exclusivo, gostas do que escrevo e do que sou (mesmo carregadinha de defeitos!), tens a sorte - ou talvez o azar! -  de me conhecer para além daquilo que eu mostro aos outros, de saberes o que sinto, o que me agrada, o que me afeta e desarma. Consegues fazer-me sorrir, ficar furiosa, zangada... Mas nunca ao ponto de interferir com o que sinto em relação a ti. Até nos "nossos piores erros" sabemos sempre como fazer para que o outro possa levar com o impacto da menor forma possível... E por isso, por aquilo que és, pelo que somos juntos, pela amizade e por tudo: Obrigada!!! Já alguma vez te disse que és um parvo? O meu parvo preferido???
Ter-te como amigo é o maior e mais verdadeiro elogio que posso fazer à amizade! 
Mas, poderia fazê-lo com qualquer uma das outras pessoas que referi em cima? Sim. Claro que podia! As palavras, adaptando os sentimentos, as memórias e as histórias adaptam-se também a Elas mas, hoje quis voltar a falar de ti! Faço-o pela 3.ª vez por aqui, faço-o em jeito de agradecimento e elogio àquela que é das minhas mais preciosas amizades!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Balanço de 2016 e o Regresso...

Foram cinco meses e meio de ausência... E nesse tempo tanto aconteceu!!!
Hoje regresso, a mesma menina-mulher, que acredita que através das palavras pode curar feridas, mover mundos e até construir algo melhor...
2016 não foi de todo um ano fácil!
No mundo assistimos "impávidos e serenos" (salvo seja!) a muitas privações da paz, a acidentes vários, a sismos, a atentados, a aviões que se despenham, a mortes e mais mortes... no mediterrâneo, na Síria, na Europa, em África... Foi um ano difícil, porra! Um ano onde o medo do terrorismo nos paralisou frente à televisão e nos amedrontou. E isto é tão grave! Estar amedrontados, paralisados, não puder/crer fazer nada é a pior coisa que pode acontecer ao ser humano... Será que fui só eu a sentir-me muito revoltada por tudo o que se passou/passa no mundo? E pelo que não fazemos/faço para mudar o rumo das coisas?
Depois, a nível pessoal, também não foi um ano nada fácil! É claro que perante os tantos dramas do mundo, as minhas coisas são mínimas, mas ainda assim difíceis: Mais um divórcio na família, o afastamento físico de uma cunhada e um sobrinho que aparece de forma quinzenal e a não capacidade de "dar a volta" de um irmão que já não reconheço. Depois a partida às escondidas da minha sobrinha e afilhada... Na altura fiquei desfeita, chorei muito e quase consecutivamente... Mas, (porque sou assim?) fiz-me de forte e segui em frente, na esperança que o tempo resolvesse as coisas e que a dor e a saudade fossem menores à sua passagem... Isso não aconteceu. E tenho dúvidas que venha a acontecer! Talvez porque em relação à ida da miúda para a progenitora (porque "mãe" é outra coisa!) ficaram em mim alguns-muitos "ses"... Se eu tivesse feito diferente; se eu tivesse estado mais atenta; se eu não tivesse feito; se eu não fosse tão exigente; se e se e se... Se me culpo? Sim, um pouco. Mas é um peso que viverá em mim para sempre e, em relação a isso acredito que com o tempo vou lidar melhor com ele e arrumá-lo num cantinho onde não incomode mais. Mas esperem que ainda há mais para contar!
Há uma irmã doente em casa que não quer sair do seu mundinho de "coitadinha que eu sou", há um adolescente que me adoptou como "tia-mãe" com tudo o que isso acarreta de bom e de menos bom, há um outro irmão que se "chateou" e afastou para tentar ser feliz sem a família que sempre o ajudou/apoiou em todos os momentos e ainda há as doenças: sim após o verão estive - de novo - doente!!! Primeiro cólica renal, depois indisposições várias, gastroenterite e, de novo, cólica renal, uma quase operação ao rim, uma tosse daquelas do demo, umas valentes constipações, umas infeções urinárias e claro para acabar bem o ano: a minha mãe também fica doente e chega mesmo a ser hospitalizada com uma pneumonia!
E depois ainda se tem que levar com as pessoas más que existem no mundo (leia-se na minha aldeia!) e que nos culpam pelos males do mundo! O mês de novembro este ano foi um mês de fugir... Passei por momentos que não gosto nem de lembrar, fui roubada, ofendida e humilhada publicamente, fui perseguida, fui acusada de coisas que não fiz e saí magoada por existirem pessoas tão más e tão "pouco decentes" neste mundo... Mas, porque tenho fé, e sei que nunca procurei magoar ninguém segui e sigo em frente de cabeça erguida e a recompor-me dos destroços que a vida nos deixa...
Também neste ano, voltei a perder pessoas na minha vida que julgava que iam ficar para sempre. Eu acredito que os amigos não são os que estão nos momentos difíceis. E os meus amigos até sabem disso! Os amigos são aqueles que estão sempre e "sempre" implica também os momentos difíceis! E tirando a habitual mão cheia, não pude contar com mais ninguém e, às vezes, é necessário muito pouco... uma mensagem, um gesto pequeno, uma presença quando estás só... Mas pronto faz parte do caminho! E, felizmente o meu caminho tem rochas fortes de amizade que me enchem a alma e, às vezes os olhos de lágrimas... 
Mas também houve coisas boas: houve um grande baptizado, um grande festival, uma grande viagem... A históca passagem de ano do meu sobrinho após um ano de estudo muito complicado. E muitos sorrisos bons, muitos abraços sentidos, muitos beijos de quem mais gosto, muitas lágrimas de felicidade, alegria e amor...
E uma grande lição: a vida passa a correr! E o tempo não para...