segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Balanço de 2016 e o Regresso...

Foram cinco meses e meio de ausência... E nesse tempo tanto aconteceu!!!
Hoje regresso, a mesma menina-mulher, que acredita que através das palavras pode curar feridas, mover mundos e até construir algo melhor...
2016 não foi de todo um ano fácil!
No mundo assistimos "impávidos e serenos" (salvo seja!) a muitas privações da paz, a acidentes vários, a sismos, a atentados, a aviões que se despenham, a mortes e mais mortes... no mediterrâneo, na Síria, na Europa, em África... Foi um ano difícil, porra! Um ano onde o medo do terrorismo nos paralisou frente à televisão e nos amedrontou. E isto é tão grave! Estar amedrontados, paralisados, não puder/crer fazer nada é a pior coisa que pode acontecer ao ser humano... Será que fui só eu a sentir-me muito revoltada por tudo o que se passou/passa no mundo? E pelo que não fazemos/faço para mudar o rumo das coisas?
Depois, a nível pessoal, também não foi um ano nada fácil! É claro que perante os tantos dramas do mundo, as minhas coisas são mínimas, mas ainda assim difíceis: Mais um divórcio na família, o afastamento físico de uma cunhada e um sobrinho que aparece de forma quinzenal e a não capacidade de "dar a volta" de um irmão que já não reconheço. Depois a partida às escondidas da minha sobrinha e afilhada... Na altura fiquei desfeita, chorei muito e quase consecutivamente... Mas, (porque sou assim?) fiz-me de forte e segui em frente, na esperança que o tempo resolvesse as coisas e que a dor e a saudade fossem menores à sua passagem... Isso não aconteceu. E tenho dúvidas que venha a acontecer! Talvez porque em relação à ida da miúda para a progenitora (porque "mãe" é outra coisa!) ficaram em mim alguns-muitos "ses"... Se eu tivesse feito diferente; se eu tivesse estado mais atenta; se eu não tivesse feito; se eu não fosse tão exigente; se e se e se... Se me culpo? Sim, um pouco. Mas é um peso que viverá em mim para sempre e, em relação a isso acredito que com o tempo vou lidar melhor com ele e arrumá-lo num cantinho onde não incomode mais. Mas esperem que ainda há mais para contar!
Há uma irmã doente em casa que não quer sair do seu mundinho de "coitadinha que eu sou", há um adolescente que me adoptou como "tia-mãe" com tudo o que isso acarreta de bom e de menos bom, há um outro irmão que se "chateou" e afastou para tentar ser feliz sem a família que sempre o ajudou/apoiou em todos os momentos e ainda há as doenças: sim após o verão estive - de novo - doente!!! Primeiro cólica renal, depois indisposições várias, gastroenterite e, de novo, cólica renal, uma quase operação ao rim, uma tosse daquelas do demo, umas valentes constipações, umas infeções urinárias e claro para acabar bem o ano: a minha mãe também fica doente e chega mesmo a ser hospitalizada com uma pneumonia!
E depois ainda se tem que levar com as pessoas más que existem no mundo (leia-se na minha aldeia!) e que nos culpam pelos males do mundo! O mês de novembro este ano foi um mês de fugir... Passei por momentos que não gosto nem de lembrar, fui roubada, ofendida e humilhada publicamente, fui perseguida, fui acusada de coisas que não fiz e saí magoada por existirem pessoas tão más e tão "pouco decentes" neste mundo... Mas, porque tenho fé, e sei que nunca procurei magoar ninguém segui e sigo em frente de cabeça erguida e a recompor-me dos destroços que a vida nos deixa...
Também neste ano, voltei a perder pessoas na minha vida que julgava que iam ficar para sempre. Eu acredito que os amigos não são os que estão nos momentos difíceis. E os meus amigos até sabem disso! Os amigos são aqueles que estão sempre e "sempre" implica também os momentos difíceis! E tirando a habitual mão cheia, não pude contar com mais ninguém e, às vezes, é necessário muito pouco... uma mensagem, um gesto pequeno, uma presença quando estás só... Mas pronto faz parte do caminho! E, felizmente o meu caminho tem rochas fortes de amizade que me enchem a alma e, às vezes os olhos de lágrimas... 
Mas também houve coisas boas: houve um grande baptizado, um grande festival, uma grande viagem... A históca passagem de ano do meu sobrinho após um ano de estudo muito complicado. E muitos sorrisos bons, muitos abraços sentidos, muitos beijos de quem mais gosto, muitas lágrimas de felicidade, alegria e amor...
E uma grande lição: a vida passa a correr! E o tempo não para...



2 comentários:

  1. Senti a tua falta pela blogosfera :)...
    Espero que 2017 seja um ano muito melhor para ti e para toda a humanidade. Beijinhos

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